Na feira, o país teve um estande com bancadas de integrantes do projeto e um brew bar, que ofereceu cafés espresso e filtrado, de diversas origens produtoras brasileiras, ao público presente. No espaço, foram realizadas oito sessões de cupping, que contribuíram para evidenciar a qualidade e a diversidade dos grãos cultivados no Brasil, e os empresários nacionais realizaram 723 contatos comerciais, dos quais 417 foram com novos parceiros, que proporcionaram a concretização dos negócios presenciais e a estimativa de vendas futuras, que podem render os US$ 120 milhões estimados.
Para Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, a presença brasileira no evento é o preenchimento de um espaço que o Brasil deve manter e ampliar devido às oportunidades oferecidas, principalmente porque os Estados Unidos são os principais compradores dos cafés brasileiros, tendo importado, em 2022, cerca de 8 milhões de sacas do produto.
"Do total comprado pelos norte-americanos no ano passado, 20%, ou 1,6 milhão de sacas, correspondem a cafés especiais, o que evidencia que a qualidade, a diversidade e a sustentabilidade do produto do Brasil, que é o principal fornecedor aos Estados Unidos, vêm ao encontro do demandado pelos norte-americanos. É fundamental estreitarmos, cada vez mais, laços com os maiores consumidores do mundo e é muito gratificante ver que o trabalho vem trilhando o caminho correto, pois temos mantido e até mesmo ampliado nossa participação nesse mercado, atendendo às demandas desde os trades até os baristas e consumidores finais", comenta.