As exportações do grão nacional no mês de outubro alcançaram um volume de 3.404.402 sacas, totalizando US$ 637.537 milhões. Os dados, divulgados ontem (08) pelo Cecafé (Conselho Brasileiro dos Exportadores de Café), também apontam variação positiva (20,5%) na quantidade do produto embarcado no mesmo período de 2009 (2.824.904), com crescimento de 51,5% na receita (em outubro de 2009 foi de US$ 420.917).

O diretor geral do Cecafé declarou que "a situação só não é perfeita por causa do câmbio... Os preços encontraram o produtor com café, ele está se beneficiando, o único senão é o dólar". Ele lembrou ainda que esta é uma época do ano em que o Brasil está quase que sozinho no mercado mundial, com a entressafra em outros países exportadores, e por isso o volume exportado também foi elevado.
Conforme o levantamento, no gráfico mensal de Participação por Qualidade, o arábica responde por 88% das vendas do país, enquanto o solúvel por 9%, e o robusta por 3% das exportações.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a outubro, enquanto América do Norte responde por 23%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 4%.
Na avaliação por países, os Estados Unidos lidera, com a aquisição de 5.306.862 sacas entre janeiro e outubro, seguido pela Alemanha, com 5.027.058, e a Itália, com 2.205.553. No quarto lugar está o Japão, com 1.813.307 sacas.

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos, com 19.681.039 sacas no período janeiro/outubro (74,7% do total), seguido de Vitória, com 3.407.045 sacas, (12,9%), e o Rio de Janeiro, com 2.504.501 sacas (9,5%).
Braga informou que as condições operacionais nos portos melhoraram no mês passado, favorecendo os embarques. Anteriormente, os terminais estavam sem espaço e a entrega tinha de ser feita em cima da hora, com risco de se perder o navio.
As informações são do Cecafé, Reuters e Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.