Brasil tem menor alta mundial no consumo de defensivos
O Brasil é o país que registra a menor evolução mundial no consumo de defensivos agrícolas, quando considerados os países que tiveram crescimento de área cultivável de 2004 a 2009.
Publicado por: CaféPoint
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Os Estados Unidos, na contramão dos demais países, tiveram queda no uso de defensivos. Isso ocorreu devido à consolidação da implementação da biotecnologia no país -o que impacta a utilização de defensivos- e a uma pequena redução de área cultivável.
No período de 2004 a 2009, o Brasil foi o que registrou a maior evolução na produção de alimentos, ampliando em 44,5% o volume. Já o consumo de defensivos subiu 1,5%, quando considerados os gastos em dólares por tonelada de produto agrícola obtido. O segundo colocado em aumento de produção foi a Rússia (mais 22%), com aumento de 28% no consumo de defensivos.
Esse avanço do Brasil ocorre mesmo com aumento de apenas 4% de área. Houve ganho de produtividade.
Apesar desse desempenho melhor no Brasil do que em outros países, quando se trata de utilização de defensivos e obtenção de produtos, o país deverá manter a liderança mundial quando computados os gastos em dólares.
Em 2010, os gastos com defensivos somaram US$ 7,3 bilhões. Neste ano, devem superar esse valor. Por ser um país tropical, onde a incidência de pragas é maior, e obter pelo menos duas safras por ano, o Brasil gasta, em dólares, mais do que os demais produtores. A pesquisa não apura dados em volume.
Quando transformado o gasto brasileiro com defensivos agrícolas em toneladas de produto obtido, o consumo do país é maior apenas do que o da China e o da Rússia.
Gastos
Os produtores brasileiros gastaram US$ 7,39 (R$ 11,80) por tonelada de produto agrícola conseguido em 2009, dado mais recente disponível. Os russos gastaram US$ 2,12 e os chineses, US$ 1,31.
O Japão está entre os campeões mundiais de utilização de defensivos por tonelada de alimento: US$ 97,73. Os gastos do Japão superam os dos demais países devido ao perfil das culturas e ao modelo de distribuição de derivados, mais caro.
Nos EUA, onde o uso de biotecnologia é intenso, os gastos com defensivo atingiram US$ 9,42 por tonelada de produto obtido.
Apesar de ser um dos líderes mundiais na produção de grãos, e chamar a atenção das principais indústrias mundiais, o Brasil tem uma defesa agrícola que não conta com os produtos mais eficientes e mais modernos.
A reportagem é de Mauro Zafalon, para o jornal Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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