Brasil: previsão de chuvas para as regiões cafeeiras

Há ingredientes favoráveis ao livre avanço das massas de ar polar neste ano. Um deles é a neutralidade climática: anos neutros (sem Niño ou Niña) são mais favoráveis ao frio intenso no Brasil, como é o caso de 2009. Em segundo lugar está o fato de que há dois anos a atividade solar está em seu mínimo, o que geralmente ocorre de onze em onze anos - há uma boa correlação entre baixa atividade solar e geadas nas áreas de café do Brasil, segundo estudos americanos.

Publicado por: CaféPoint

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Com o rápido enfraquecimento do fenômeno La Niña, as frentes frias não encontrarão barreiras que as afastem para o oceano ou estacionem sobre a Região Sul. A partir de agora (na verdade, desde a semana passada, com o registro de chuvas generalizadas e frio intenso), as frentes frias avançarão normalmente pelo país, empurradas por massas de ar de origem polar. Não observaremos um final de outono e um inverno chuvosos, mas, sim, com muitas alternâncias: calor, chuvas e frio. A cada 15 ou 30 dias, uma frente fria mais intensa deverá chegar ao país.

Estas chuvas podem atrapalhar as atividades de colheita e secagem do café no Sul e Sudeste nos próximos meses. E além disso, vale destacar que nada impede que alguma massa de ar polar mais intensa chegue às áreas de café podendo trazer geadas. Apesar do risco, ainda não é possível afirmarmos categoricamente quando isto acontecerá. Apenas os boletins de monitoramento diário poderão informar com maior exatidão a intensidade e deslocamento de massas de ar de origem polar pelo país.

Vale destacar que existem ingredientes favoráveis para o livre avanço das massas de ar polar. Um deles é a neutralidade climática: anos neutros (sem Niño ou Niña) são mais favoráveis ao frio intenso no Brasil, como é o caso este ano. Em segundo lugar está o fato de que há dois anos a atividade solar está em seu mínimo, o que geralmente ocorre de onze em onze anos. Há uma boa correlação entre baixa atividade solar e geadas nas áreas de café do Brasil, segundo estudos americanos. Somando-se um com dois, chegamos à conclusão que o risco de uma onda de frio mais intensa com potencial para transtornos é alta neste inverno.

Sul de Minas Gerais

A última simulação indica um período frequente com chuvas no sul de Minas Gerais por volta do mês de julho. Pelo menos três eventos devem ocorrer em pouco mais de 15 dias.

Cerrado de Minas Gerais

As chuvas deste inverno devem ficar concentradas especialmente nos últimos dias de julho, quando duas frentes frias em seqüência trarão quatro dias chuvosos quase que ininterruptos.

Zona da Mata de Minas

Áreas de instabilidade conhecidas por ondas de leste deverão trazer chuvas frequentes ao leste de Minas Gerais nos próximos três meses. Em junho destacam-se os três dias consecutivos de chuva previstos por volta do dia 20. E em julho, a previsão é de chuvas durante praticamente por todo o mês por conta do estacionamento de frentes frias sobre a costa do Espírito Santo.

Baixa Mogiana

As frentes frias de julho podem trazer consequências ruins às áreas produtoras de todo o Sudeste. Novamente, esperam-se vários dias chuvosos por conta da passagem de pelo menos três frentes frias na segunda quinzena do mês.

Alta Mogiana

As três frentes frias também são previstas para o norte de São Paulo. Boa parte da segunda quinzena de julho deverá registrar episódios de chuva significativos.

Oeste paulista

Neste caso, as precipitações de julho deverão ficar mais espalhadas, abrangendo boa parte de julho e os primeiros quinze dias de agosto. Já no mês de junho, não há previsão de frentes frias intensas que possam trazer grandes acumulados ao oeste do Estado de São Paulo.

Norte do Paraná

O Paraná, junto com a Zona da Mata de Minas Gerais, será uma das regiões mais atingidas pelas chuvas freqüentes nos próximos meses. Neste caso, as chuvas estão associadas apenas com a passagem de frentes frias. A simulação indica que pelo menos a cada semana, há previsão de uma frente fria chuvosa, entre os meses de junho e primeira quinzena de agosto.

Sul do Espírito Santo

Previsão de chuvas frequentes, especialmente ao longo do mês de julho, onde poderá chover em doze dos trinta e um dias possíveis. Já nos meses de junho e agosto, esperam-se chuvas mais espaçadas, a cada dez dias.

Norte do Espírito Santo

No norte do Espírito Santo, as chuvas serão intensas, porém concentradas em um período bastante curto pelos próximos três meses. As precipitações deverão ficar concentradas apenas entre 20 de julho e 05 de agosto. Nos demais dias, a previsão ou é de tempo seco ou com chuvas fracas que não atrapalham as atividades.

Sul da Bahia

Previsão de chuvas freqüentes por conta da presença de áreas de instabilidade conhecidas por ondas de leste. Simulações indicam chuvas fracas a cada uma quinzena, pelo menos. Chuvas mais intensas deverão ser observadas a partir da segunda quinzena de julho por conta da chegada de frentes frias ao sul da Bahia.

As informações são de Celso Oliveira, da SOMAR meteorologia.
Equipe CaféPoint
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