Determinada a ampliar os índices de industrialização do café nacional, a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) estabeleceu meta de elevar as exportações do grão torrado e moído. A expectativa é alcançar, no prazo de cinco anos, os níveis de venda externa do café solúvel.
Embora o Brasil seja o maior produtor mundial de café, atualmente 90% das exportações são em forma de grão cru. Em 2010, apenas 0,28% dos 33,2 milhões de sacas embarcadas pelo país era de café torrado. Já as exportações de café solúvel - que também podem crescer bem mais na avaliação da Abic - fecharam 2010 com 3,34 milhões de sacas vendidas, ou 10,3% do total.
A intenção de aumentar a exportação do café torrado é também uma cobrança da presidente Dilma Rousseff. A exemplo do setor mineral, ela quer que o país agregue valor ao café antes de exportá-lo. O recado da presidente foi dado ao presidente da Abic, Américo Sato, em reunião no Ministério da Fazenda.
Sato disse acreditar no aumento das vendas de café torrado, mas espera que o governo ajude a abrir novos mercados, principalmente na Ásia e no Oriente Médio. Segundo ele, é preciso ir além do mercado europeu, que sempre colocou barreiras para o café industrializado brasileiro. As tarifas de importação são de 9% (solúvel) e 10% (torrado).
As informações são do jornal Folha de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Brasil pretende exportar mais café torrado
Determinada a ampliar os índices de industrialização do café nacional, a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) estabeleceu meta de elevar as exportações do grão torrado e moído. A expectativa é alcançar, no prazo de cinco anos, os níveis de venda externa do café solúvel.
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