O destaque das remessas foi a espécie canéfora, que cresceu 503,5% (457.787 sacas) e representa 11,56% do total exportado pelo país. O arábica representou 80,98% das vendas (3,208 milhões de sacas), o solúvel, 7,41% (293.247 sacas) e torrado e torrado & moído, 0,05% (1.898 sacas).
Para Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, essa performance das exportações foi boa, principalmente diante do cenário global de conflitos geopolíticos. “Até o momento, não tivemos impacto concreto nos embarques de café do Brasil”, diz ele, que alertou também para a falta de chuvas na América Central.
Sobre as remessas de arábica e canéfora, ele afirma que elas vêm suprindo o déficit causado por quebras de safras em importantes produtores, como Vietnã e Indonésia. Segundo Ferreira, a importação de café brasileiro pelo Vietnã aumentou 700% e pela Indonésia, 19%.
A Alemanha lidera o ranking de importação em janeiro (695.607 sacas), com crescimento de 57,4% em relação ao mesmo mês em 2023. Em seguida estão os Estados Unidos, com 682.952 sacas (+31,3%), a Bélgica, com 400.065 sacas (+123,5%), o Japão, com 217,584 sacas (+50,1%) e a Itália, com 197.846 sacas (+1,7%). A China ficou em sexto lugar, com 168.761 sacas (+153,9%).