Brasil é contra usar G-20 para regular preços
O Brasil e os Estados Unidos bloqueiam a proposta da França de usar o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) para regular os preços de produtos agrícolas e criar um estoque mundial de alimentos. No dia 21 de janeiro, em Berlim, o grupo reuniu pela primeira vez os negociadores agrícolas do bloco. Mas a proposta do presidente francês Nicolas Sarkozy foi duramente atacada e Paris foi acusada de manipular a crise alimentar para defender seus interesses protecionistas.
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Apesar de atacar a ideia, o Brasil aceitou a proposta de ajudar países pobres a refazerem seus estoques e de estabelecer regras para frear a especulação no comércio de commodities, reivindicações também de Paris. A França preside o G-20 neste ano e colocou a questão do preço de alimentos e a volatilidade dos mercados como uma das prioridades. Mas no encontro entre negociadores agrícolas, ficou evidente o mal-estar causado pela proposta, mostrando os limites de cooperação do G-20.
Alegando necessidade de controlar a volatilidade dos preços de alimentos, Sarkozy insiste num maior controle sobre a especulação no setor agrícola e, acima de tudo, na criação de uma espécie de estoque mundial de alimentos. Na diplomacia brasileira, a ideia é conhecida como "Conab Mundial" e é vista como uma tentativa perigosa de intervir nos mercados globais, exatamente quando a renda para as exportações brasileiras atinge uma alta recorde.
Para o governo brasileiro, o debate é "legítimo". Mas não há como estabelecer um controle mundial sobre preços de alimentos, como quer a França. Na sexta-feira (21), o Itamaraty deixou claro que a intervenção criaria ainda mais distorção no mercado agrícola e abriria portas para que países ricos usassem as novas regras para favorecer seus produtores.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, adaptadas pela Equipe AgriPoint.
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AREIÓPOLIS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 24/01/2011
O que o Itamaraty esta fazendo é importante.
Não há que haver distorções.
Os preços são esses e ponto.

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO
EM 24/01/2011
Sou a favor do estudo de viabilizar um "estoque mundial", mas jamais controle governamental de preços, que por sua vez beneficiaria somente uma parte da cadeia, ou na verdade criaria problemas ainda maiores.