Brasil: cafés Gourmet podem reaquecer indústria

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), o aumento do consumo de café no Brasil em 2008 ficou abaixo das expectativas, reflexo da influência da crise no desempenho da indústria cafeeira. Sendo assim, a Abic considera que é preciso agregar maior valor aos produtos, proposta que vai ao encontro do que tem feito desde 1997 o Café do Centro, a maior empresa do segmento de grãos gourmet e especiais do país.

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A Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) divulgou nesta semana informações sobre o consumo de cafés que, apesar do registro de aumento em relação ao ano anterior (3,21%), teve crescimento médio abaixo das expectativas. De acordo com a Associação, de novembro de 2007 a outubro de 2008, foram consumidos 17,66 milhões de sacas de café, enquanto a Associação esperava 18,1 milhões de sacas consumidas. Os dados refletem a influência da crise no desempenho da indústria cafeeira, sendo assim, a Abic considera que é preciso agregar maior valor aos produtos.

A proposta da associação vai ao encontro do que tem feito desde 1997 o Café do Centro, hoje a maior empresa do segmento de grãos gourmet e especiais, que atua no fornecimento de cafés para restaurantes, bistrôs, bares e cafeterias. A empresa aposta em seus produtos como alternativa para fomentar o consumo e contribuir para ampliar a participação do segmento gourmet no mercado.

Segundo o diretor Rafael Branco Peres, "o consumo de cafés especiais tem crescido de maneira considerável no mercado interno. Se levarmos em conta que em 2001 o segmento gourmet era desconhecido, e a partir de 2004 houve um boom no setor, veremos que um crescimento médio entre 15 e 20% ao ano no consumo é muito relevante".

O Café do Centro possui também duas cafeterias próprias, uma no Japão e outra na Ásia. A escolha dos locais é explicada por Branco Peres. "Não podíamos abrir cafeterias próprias no Brasil, pois como fornecedores, concorreríamos com nossos clientes. As cafeterias no Japão têm sido um sucesso e a meta é chegar a 100 lojas em todo o continente em um prazo de 10 anos. Para isso, pretendemos partir futuramente para o esquema de franquias", comenta.

Todos os cafés gourmet comercializados pela empresa são de origem arábica. Há também os especiais de origem, considerados top, que podem ser encontrados em seis variedades: Bahia, Espírito Santo, Sul de Minas, Paraná, Cerrado Mineiro e Mogiana. A diferença de regiões é atestada no sabor. O preço do quilo do tipo gourmet gira em torno de R$ 28. Para o grão especial, o valor de uma embalagem de 250g sai por R$8,50 em média.

As informações são do Café do Centro, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Cristiano Cesar Oliveira Rodriques
CRISTIANO CESAR OLIVEIRA RODRIQUES

NOVA VENÉCIA - ESPÍRITO SANTO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 26/03/2009

bom