Brasil bate recorde de exportação de arábica, mas queda de conilon segue acentuada

Se em grãos o conilon não foi tão exportado quanto em anos anteriores, outro produto que leva a variedade teve suas maiores vendas ao exterior em 2016

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Por Thais Fernandes

O volume de arábica exportado em 2016 foi o maior da história dos dados levantados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em seu Relatório Mensal de dezembro de 2016, divulgado nesta quarta-feira (11/1), o Cecafé informou que foram embarcadas 29.568.282 sacas de 60 kg no ano civil. O número é 1,2% maior do que o que foi exportado em 2015.

O número total das exportações, no entanto, não seguiu o compasso positivo. Somando todas as espécies, o café verde chegou a 30,14 milhões de sacas embarcadas, o que equivaleu a queda de 98% em relação a 2015. Já as exportações totais de café (que inclui industrializado), tiveram desempenho 8,1% menor, com 34 milhões de sacas em 2016.

Conilon segue em queda
“É indiscutível a quebra que a produção de conilon sofreu neste ano”, pontou Carvalhaes. Os números do Cecafé reforçaram o impacto da baixa da produção do grão neste ano, com queda vertiginosa de 80,2% ao longo do ano. “Em 2017 acreditamos que vamos repetir o desempenho do robusta, mas em 2018 a situação deve ser ainda mais difícil, por causa da diminuição dos estoques no país”, explicou.

Mas solúvel bate recorde

Se em grãos o conilon não foi tão exportado quanto em anos anteriores, como em 2015 quando os embarques do Espírito Santo apresentaram recorde, outro produto que leva a variedade teve suas maiores vendas ao exterior em 2016. Os embarques de café solúvel acumularam alta de 7,8% no ano, com 3,8 milhões de sacas exportadas.

“Não podemos falar sobre números específicos da Abics, mas mediante o desempenho de 2016, acredito que a indústria foi bem”, afirmou Carvalhaes sobre a pressão das indústrias nacionais pela abertura à importação, Nelson Carvalhaes, presidente o Cecafé, apontou a posição da entidade. “Nós somos pelo livre comércio. Isso desde que, claro, existam as regras necessárias”, concluiu o presidente do Cecafé.
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