Bolívia: Café suave conquista mercados
A Bolívia é um dos poucos países da região que produz um café suave (com baixo teor de cafeína) e de alta pureza, o que tem permitido a abertura de mercados exigentes, como Europa e América do Norte.
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Segundo o encarregado do controle de qualidade da Cooperative Coffees, do Canadá, Mané Alvez, devido ao menor teor de cafeína, o café boliviano pode ser consumido em maior quantidade diária do que o café com alto nível de cafeína.
Alvez representou esta cooperativa canadense como jurado no primeiro encontro internacional de degustação de café, organizado pela Federação de Cafeicultores e Exportadores da Bolívia (Fecafeb), realizado em Caranavi em 30 de setembro e primeiro de outubro.
O responsável pelo Departamento de Comercialização da Fecafeb, Policarpio Alí, explicou que participaram do evento 22 cooperativas da Federação. A idéia era identificar os melhores produtores de café do país.
"Os ganhadores se beneficiarão com a venda de um contêiner do produto, equivalente a 19,6 toneladas, que serão vendidas no próximo ano, provavelmente com o dobro do preço estabelecido no regime de comércio justo, ou seja, por US$ 367,82 a saca de 60 quilos".
As companhias que se comprometeram com a compra são a Cooperative Coffee do Canadá, que importará cerca de dois contêineres, e a neozelandesa Higer Grounds, com um contêiner. Alvez disse que a seleção dos vencedores considerou o grau de acidez, que deve ser baixo, o odor e a pureza do sabor.
A reportagem é do site La-razon.com.
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LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 13/10/2006
O café brasileiro é muito bom e, por sinal, só não é melhor porque a colheita manual, a dedo, por aqui é inviável em função dos encargos trabalhistas nacionais.
Lá a mão-de-obra é barata... Essa variável impacta diretamente na disponibilidade de pessoas para colherem somente as cerejas maduras nos cafeeiros e providenciar a seleção manual dos grãos, após seu processo de beneficiamento. Esse é o padrão de produção dos suaves que predomina nesses países sul-americanos, na América Central e demais países produtores africanos.