A BM&FBovespa registrou redução na movimentação do mercado de derivativos em fevereiro, um claro reflexo das incertezas e a escassez de crédito derivadas da crise financeira. Entre contratos futuros e de opções, foram negociados, no total, 131.923 papéis no mês, 13,8% menos que em janeiro e 47,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2008. O volume financeiro equivalente alcançou R$ 3,211 bilhões, quedas de 14,3% e 49,3% nas mesmas comparações.
"É a crise", resume Eduardo Tang, da Terra Futuros Corretora. Com o crédito curto e caro, ilustra, agroindústrias têm mais dificuldade em se alavancar com instrumentos como ACCs, por exemplo, e consequentemente reduzem as apostas nos derivativos.
"A preocupação é geral. O mercado como um todo derreteu", afirma Tang. Na comparação entre a movimentação de fevereiro e janeiro deste ano, as exceções foram o açúcar, em grande parte graças à baixa liquidez, e os papéis de milho com liquidação financeira.
Todos os demais produtos agropecuários - boi gordo, café arábica, milho (liquidação física) e soja - registraram quedas tanto em relação a janeiro deste ano quanto sobre fevereiro de 2007. No caso do volume financeiro, a maior baixa em relação a fevereiro do ano passado foi a do café arábica (60,1%, para R$ 1,310 bilhões).
A matéria é de Fernando Lopes, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.
BM&FBovespa: crise reduz volume de negócios
A BM&FBovespa registrou redução na movimentação do mercado de derivativos em fevereiro, um claro reflexo das incertezas e a escassez de crédito derivadas da crise financeira. Entre contratos futuros e de opções, foram negociados, no total, 131.923 papéis no mês, 13,8% menos que em janeiro e 47,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2008. O volume financeiro equivalente alcançou R$ 3,211 bilhões, quedas de 14,3% e 49,3% nas mesmas comparações.
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