Bertone: drawback é politicamente inviável
Apesar de politicamente inviável, o drawback não prejudicaria o mercado interno de café na opinião do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Vicente Bertone. Mas "como explicar aos estados produtores como Espírito Santo e Minas Gerais que vamos liberar a importação do café?", perguntou. Segundo Bertone, é preciso discutir alternativas para acabar com o desequilíbrio que ocorre hoje, em que o conilon negociado no mercado interno é mais caro do que em outros países produtores.
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Segundo Bertone, é preciso discutir alternativas para acabar com o desequilíbrio que ocorre hoje, em que o conilon negociado no mercado interno é mais caro do que em outros países produtores. "Porque não pensar no plantio de conilon em outras regiões?", questiona. E lembra que esta poderia ser uma atribuição do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que poderia avaliar as condições para o plantio da cultura em novas áreas.
A posição do secretário foi questionada pelo presidente a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Guivan Bueno. Para ele, o problema é que parte do setor contrário ao drawback não avalia que a entrada de café industrializado pressiona a indústria e, em última instância, o próprio produtor. "O que não se percebe é que sem o drawback abrimos as portas para a entrada do café industrializado de outros países, como Alemanha e Itália", destacou.
Bertone afirmou ainda que o papel do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) é buscar meios para reforçar a competitividade do café brasileiro e que o governo está disposto a discutir as iniciativas em prol do setor no âmbito do conselho, com decisões mais próximas possíveis de todos os representantes da cadeia produtiva.
O diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café Verde do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, considerou positiva a exposição do secretário. "Foi tranqüilizador porque ele reforçou o compromisso de manter as resoluções no âmbito do CDPC. Em quatro anos, com Roberto Rodrigues, foi assim. Mas no início deste governo houve um certo atropelo com a criação do Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor)', disse Braga.
As informações são da Agência Estado.
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