BC aponta queda no uso de crédito agrícola

Mesmo com pacotes de ajuda, o risco de novos investimentos nas propriedades reduziu o uso do crédito agrícola, até 30 de junho. Dados consolidados pelo Banco Central mostram que na última safra registrou, pela primeira vez desde o ano-safra 1995/96, houve redução nos financiamentos ao setor rural. O volume de crédito efetivamente destinado ao agronegócio recuou 3,5%, passando de R$ 44,13 bilhões na safra 2004/2005 para R$ 42,61 bilhões no ciclo 2005/06.

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Mesmo com pacotes de ajuda, o risco de novos investimentos nas propriedades reduziu o uso do crédito agrícola, até 30 de junho. Dados consolidados pelo Banco Central mostram que na última safra registrou, pela primeira vez desde o ano-safra 1995/96, houve redução nos financiamentos ao setor rural. O volume de crédito efetivamente destinado ao agronegócio recuou 3,5%, passando de R$ 44,13 bilhões na safra 2004/2005 para R$ 42,61 bilhões no ciclo 2005/06.

"Acabou sobrando dinheiro em várias linhas porque o produtor está desestimulado a contratar novos recursos. Sempre faltou dinheiro e agora não, os produtores não tiveram condições de apostar no futuro da atividade", avaliou o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Ricardo Cotta.

Segundo o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes, os recursos de crédito rural "mais do que duplicaram" nos últimos três anos, com aplicação de R$ 2,45 bilhões na comercialização neste ano. E a queda não foi tão grande na aquisição de empréstimos, segundo o ministério.

Pelos cálculos do Mapa, as liberações somaram R$ 43,68 bilhões na safra 2005/2006. Mas ainda assim, é um resultado 1,44% inferior aos R$ 44,13 bilhões registrados pelo BC no ciclo 2004/2005. "O sistema do Banco Central também não contempla os empréstimos concedidos com fonte na poupança rural a taxas de juros livres", argumentou o coordenador-geral de Análises Econômicas do ministério, Wilson Vaz de Araújo.

Na avaliação da CNA, os resultados são um "reflexo" da crise iniciada em 2004 com os problemas climáticos e o descasamento da renda atrelada ao dólar. "Plantamos com uma cotação muito alta do dólar e colhemos com um real muito valorizado", comparou Cotta, em reportagem de Mauro Zanatta para o jornal Valor Econômico.
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