Batata (Commcor): ainda podemos ter quebra de safra
Luiz Eduardo de Paula (Batata) é sócio e diretor de agribusiness da corretora H. Commcor. Batata esteve presente no Seminário Internacional de Café de Santos, nos dias 18 e 19 de maio, onde concedeu entrevista ao CaféPoint e falou sobre a atual situação do mercado de café e sua opinião sobre a entrega de cafés brasileiros na bolsa de Nova York. Acesse e confira!
Publicado por: CaféPoint
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Veja a entrevista na íntegra:
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"Neste instante o mercado de café está bem firme apesar da valorização do dólar no mercado internacional, devido ao fato de estarmos no período inicial da safra. O próximo game é a discussão do tamanho da safra que virá no Brasil."
"Muitos acreditam na safra de 58 a 60 milhões de sacas e outros em 48 a 50 milhões de sacas. O importante é que teremos cafés de qualidade.
"Porém, a utilização no Brasil está em torno de 45 a 50 milhões, com consumo em torno de 18 milhões de saca e exportação perto de 30 milhões. Isso equivale que o Brasil está com a demanda bem ajustada."
"O que se tem hoje são apenas previsões. Se verificar que a safra ainda está por ser colhida, teremos muito poucos dados sobre que qualidades de café virão. Já se ouvi dizer que tem café de safra nova que já foi colhida e embarcada, ou seja, está faltando café."
"Pode-se produzir 55 milhões, mas se for tirado 15 milhões de conilon, o número para arábica é 45 milhões de sacas. Esses 45 milhões menos a retenção de 20% de cafés bebendo ruim, dará uma quebra de safra pois restará 35 milhões de sacas de café bom."
"Isso é pouco para necessidade mundial, uma vez que a Colômbia passa por momento de dificuldades."
"Em relação a entrega de cafés brasileiros na bolsa de NY, acho uma brincadeira de mal gosto. Há 5 anos isso foi oferecido e NY não aceitou. Hoje, quando esses cafés são negociados no Brasil com prêmio surgiu do nada essa alternativa."
"Se computar todos os custos para se colocar o cafés na bolsa de NY, podemos dizer que esse café vai valer aqui -US$ 0,24 (negativo). Hoje o café sem ser CD (cereja descascado) é negociado no Brasil a -US$ 0,15 e o CD e cafés finos são negociados com prêmio."
"Você acha que o brasileiro vai jogar fora esse prêmio que conseguiu a tão duras penas? Eu duvido."
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