Barreiras da UE ao Brasil deve ter solução em Doha

O comissário europeu da Concorrência, o espanhol Joaquín Almunia, jogou para a Rodada Doha a responsabilidade de resolver as questões a respeito das barreiras impostas pela União Europeia (UE) às exportações de produtos agrícolas do Brasil.

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O comissário europeu da Concorrência, o espanhol Joaquín Almunia, jogou para a Rodada Doha a responsabilidade de resolver as questões a respeito das barreiras impostas pela União Europeia (UE) às exportações de produtos agrícolas do Brasil.

Durante uma conferência sobre economia e competitividade, realizada em Lisboa, ele considerou a rodada de negociações comerciais da Organização Mundial do Comércio (OMC) avançará neste ano.

"Temos uma discussão com o Brasil no plano bilateral e, sobretudo, no plano multilateral, na Rodada Doha, que avançou muito e vai seguir avançando", disse Almunia, quando questionado sobre o que a UE fará para diminuir as barreiras comerciais em relação aos produtos agrícolas do País.

Segundo Almunia, o próximo passo para as negociações de Doha vai ocorrer ainda em janeiro. "No final do mês, à margem do fórum de Davos, haverá uma reunião para falar de como se pode fazer avançar a rodada de Doha. Em cúpulas bilaterais da União Europeia com alguns dos nossos parceiros estratégicos foi abordada a forma de revitalizar e como levar a rodada de Doha para uma solução final positiva".

Sobre os obstáculos à entrada de produtos nacionais, ele indicou que o Brasil também teria responsabilidade na questão. "Barreiras há em todos os lugares e provavelmente mais no Brasil do que na Europa. O que acontece é que numa negociação como esta não se pode pedir sem conceder, nem pela parte europeia nem pela parte brasileira."

Almunia ressaltou o papel que o setor agrícola tem para a União Europeia. "Não podemos deixar de levar em consideração algo muito importante. São feitas reformas, mas o setor é considerado fundamental porque milhões de pessoas dependem dele."

Durante a conferência, Almunia, afirmou que os europeus devem abrir seus mercados para os investimentos estrangeiros. "Não posso entender pessoas que dizem aos chineses, aos indianos e aos brasileiros que estão interessados em abrir seus mercados a nossos investimentos e depois fecham a porta na cara deles quando eles querem investir na UE. Não há forma de ter a liberalização apenas de um lado".

A reportagem é de Jair Rattner, para Agência Estado, adaptada pela Equipe AgriPoint.
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