Com perspectivas de maior produção de grãos, aumento da rentabilidade com a elevação nos preços internacionais das commodities e elevação dos recursos para crédito rural, os bancos privados estão ampliando as negociações com o setor agrícola. Ao mesmo tempo, a queda da taxa de juros e a conclusão da renegociação de dívidas levam os agricultores de volta às agências.
Reportagem de Cibelle Bouças e Mauro Zanatta, do Valor Econômico, informou que outros fatores que estimulam os negócios com crédito rural são a redução das taxas Selic e de juros. "A redução da taxa Selic permite aos bancos criar novas linhas a juros livres, mas mais baixos. O que também tem atraído aos produtores", comentou o superintendente comercial de agronegócios do Santander Banespa, Walmir Segatto.
O aumento de recursos em função da elevação dos depósitos à vista e das captações da poupança também favorece os negócios. Segundo o superintendente executivo de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Osmar Roncolato Pinho, o volume de pedidos de crédito rural junto ao banco aumentou 50% no primeiro semestre e a perspectiva é manter esse ritmo no segundo semestre. Na safra 2006/07, o Bradesco operou R$ 3,2 bilhões.
Segatto ressaltou que o aumento da procura por crédito é alavancado especialmente pela cana-de-açúcar, citros e café e pelo setor de grãos, sobretudo no Sudeste e no Sul.
A Nossa Caixa, que na safra passada operou R$ 325 milhões em crédito rural, encerrou o primeiro semestre com um aumento de 120% nas contratações - chegando a R$ 178 milhões. A meta na safra 2007/08 é dobrar a disponibilidade de créditos para R$ 650 milhões, informou o gerente do departamento rural do banco, Gilberto Fioravanti.
O Banco do Brasil também prevê aumentar o volume destinado ao setor agrícola, de aproximadamente R$ 34 bilhões na safra passada para R$ 40 bilhões no ciclo 2007/08.
Bancos privados ampliam crédito rural
Os bancos privados estão ampliando as negociações com o setor agrícola. O superintendente comercial de agronegócios do Santander Banespa, Walmir Segatto. Segatto, ressaltou que o aumento da procura por crédito é alavancado especialmente pela cana-de-açúcar, citros e café e pelo setor de grãos, sobretudo no Sudeste e no Sul.
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