Baixa oferta mundial de café fino beneficia o Brasil

Depois de mais de uma década sem alteração significativa no preço do café, o mercado se mostra favorável para as próximas três safras. A falta de café especial no mercado está fazendo com que grandes empresas cafeeiras internacionais comprem o café do Brasil. A volta da renda na cafeicultura significa pagar as dívidas. No entanto, produtores e analistas usam o otimismo com cautela.

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Depois de mais de uma década sem alteração significativa no preço do café, o mercado se mostra favorável para as próximas três safras. A falta de café especial no mercado está fazendo com que grandes empresas cafeeiras internacionais comprem o café do Brasil. A volta da renda na cafeicultura significa pagar as dívidas. No entanto, produtores e analistas usam o otimismo com cautela.

Em Carmo do Paranaíba, noroeste de Minas Gerais, a Coopercoffee está recebendo o café daqueles produtores que conseguiram armazenar boa parte da produção na espera de preços melhores. A cooperativa movimenta 450 mil sacas de 830 cooperados. A região tem uma safra tardia e muitos cafeicultores conseguiram pegar a onda de alta no mercado, depois de 13 anos amargando preços baixos.

Na ultima safra o produtor Geraldo França sofreu com a florada irregular que prejudicou a qualidade do café. Ele está na atividade há 13 anos e fez um planejamento para crescer anualmente. Hoje está com 435 hectares. Para a próxima colheita a realidade é outra: a florada desta vez ajudou e os preços prometem se manter com uma boa renda. Geraldo já pensa na qualidade do café que só vai colher no ano que vem.

O otimismo do setor tem base sólida. A demanda está aquecida e os estoques mundiais reduziram. Na maioria dos principais países produtores teve queda na produção. Grandes empresas, que antes não buscavam café no Brasil, nos últimos dois anos passaram a incluir os produtores brasileiros no mercado de cafés especiais.

O corretor de café Clênio de Araújo trabalha com foco na exportação. Ele visualiza o retorno da renda na cafeicultura com novas possibilidades de ganhos quando terminar o acerto para que os cafeicultores brasileiros possam entregar café na bolsa de Nova York.

A matéria é de Marcelo Lara, para o Canal Rural, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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