As secas que ocorreram ao longo dos últimos cinco anos arruinaram cerca de 30% das lavouras de café arábica no semiárido da Bahia, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Café do Estado (Assocafé), João Lopes Araujo, durante a 25º edição do Encafé, evento realizado de 22 a 26 de novembro na Praia do Forte (BA).
Foto: Alexia Santi/Agência Ophelia
Segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra baiana de arábica está estimada em 981 mil sacas, queda de 22,6% em relação a 2016. Em 2013, antes dos problemas com a estiagem, a instituição citava uma produção de quase 1,4 milhão de sacas para o estado, que é o quinto maior produtor da variedade no país.
Em contrapartida, graças ao clima favorável, a colheita de café conilon vem se recuperando. Cultivado mais ao sul da Bahia, as lavouras foram beneficiadas este ano por chuvas em bom volume e, segundo o presidente da Assocafé, devem produzir mais de 2 milhões de sacas em 2018.