Com o aumento de 535,05% nas tarifas dos Correios para malotes de amostras de café, o valor, que era de R$ 0,97 por quilo, passou a custar, para exportadores e corretores, R$ 6,16. A justificativa da Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos (ECT) é que houve aumento de custos devido à mudança no transporte de malotes que saem de Varginha, em Minas Gerais, com destino a Santos.
Para o presidente da Associação Comercial de Santos, José Moreira da Silva, ''além do aumento ser abusivo, o mais grave da situação é a falta de respeito com os usuários dos serviços prestados pelos Correios, que não conseguirão, sequer, se organizar em relação aos contratos já firmados''.
Segundo ele, as mais importantes empresas exportadoras e corretoras de café da cidade terão que arrumar um transporte alternativo para as amostras. ''Já há um movimento no sentido de protestar contra a decisão da ECT'', avisou em reportagem do jornal A Tribuna/Santos-SP.
Para se ter uma idéia, o custo para quem gastava normalmente de R$ 600 a R$ 700/mês em malotes, passará para R$ 2.500/mês. Se a despesa dessa empresa girava em torno de 12% em relação ao negócio, passará a girar em torno de 50%.
''Uma medida absurda como esta afeta o principal porto exportador de café do Brasil, por onde passam cerca de 65% de todo o volume negociado para o exterior'', reclamou o diretor comercial da Unicafé e diretor da ACS, Carlos Honorato Ferreira.
Aumento de tarifa dos Correios irrita lideranças
Com o aumento de 535,05% nas tarifas dos Correios para malotes de amostras de café, o valor, que era de R$ 0,97 por quilo, passou a custar, para exportadores e corretores, R$ 6,16.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 1 minuto de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!