Aumento da venda de defensivos não recupera meta

A lentidão de pedidos até setembro foi substituída pela aceleração das compras de insumos no último mês graças às chuvas e ao recente aumento de preço dos grãos no mercado externo.

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A lentidão de pedidos até setembro foi substituída pela aceleração das compras de insumos no último mês graças às chuvas e ao recente aumento de preço dos grãos no mercado externo. Nada, entretanto, que recupere o segmento este ano.

Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda), até agosto as vendas estavam 24% menores que no mesmo período de 2005. A previsão para o ano, de queda de 10% nas vendas, foi revista para redução de 15%, caindo de US$ 4,2 bilhões para US$ 3,6 bilhões e voltando aos níveis de 2003. O contrabando pode chegar a US$ 350 milhões, contra US$ 300 milhões o ano passado.

"Esse número [queda de 15%] ainda é muito otimista. Acredito que o setor vai encolher bem mais", afirmou o gerente nacional de vendas da empresa paranaense Nortox, Roderley Clemente.

Para ele, a recuperação do setor ocorrerá daqui a, no mínimo, dois anos, devido aos débitos dos agricultores. Mas para estimular as vendas, as empresas reduziram o valor cobrado pelos defensivos, em média, em 20% em relação a 2005.

Herbicidas tiveram queda entre 10% e 15%; inseticidas recuaram 20% e fungicidas tiveram queda de até 30%. "Isso também reduziu o volume de dinheiro disponível para financiar a venda de agroquímicos", destacou Clemente em notícia do Valor Econômico.
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