Uma análise do mercado paulista de café apontou que os cafeicultores têm optado cada vez mais pela venda por meio de títulos financeiros. A conclusão é da equipe do Instituto de Economia Agrícola (IEA) (Celso Luis Rodrigues Vegro, Carlos Nabil Ghobril, Vera Lucia Ferraz dos Santos Francisco e Maria Carlota Meloni Vicente) através de pesquisa que faz parte do projeto Estratégias Comerciais e Caracterização Sócio-econômica da Cafeicultura Paulista, inserido no Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (PNP&D/Café).
Num contexto de alta competitividade, a modernização dos procedimentos comerciais é necessária quando se almejam maiores ganhos. "A superação de estruturas comerciais de intermediação e os investimentos em agregação de valor (certificação e qualidade) formam os mais destacados vetores das iniciativas em andamento e, por isso, requerem ferramentas de negócios mais talhadas para esses objetivos", diz o estudo.
De acordo com um dos autores da pesquisa, Celso Vegro, de modo geral não há uma estratégia fixa para a comercialização. "Existem demandas por parte de produtores em estratégias que busquem agregação de valor e modalidades inovadoras de comercialização. A adoção de um canal pode ser influenciada por fatores relacionados a especificidades do produtor de café", descreve.
No estado de São Paulo, a forma mais utilizada pelos produtores na comercialização das safras 2004/05 e 2005/06 foi a corretagem e exportação, com 29,81% e 30,9%, respectivamente. O percentual de venda de café arábica para a indústria decresceu no período, confirmando a preferência das torrefadoras pelo tipo conilon. Por outro lado, a utilização dos títulos financeiros na comercialização exibiu incremento de 92% entre as safras 2004/05 e 2005/06. "As menores taxas de desconto incidentes nos papéis tornam esses títulos mais atrativos para os cafeicultores, além de conferir maior segurança aos agentes envolvidos nas transações comerciais", justifica a análise.
O avanço dos títulos é bastante concreto tanto na Alta Mogiana como no Centro-Sudoeste. Segundo os autores, a preferência é relativamente maior entre os cafeicultores que possuem 2º grau e nível superior, enquanto aqueles que possuem apenas o primário completo comercializam, preferencialmente, junto à cooperativa, exportadores e indústria de torrefação.
As médias de idade daqueles que comercializam com cooperativa e indústria estão próximas a 47 anos e a média entre os que utilizam corretagem e exportação é de 43 anos e entre os que comercializam com títulos financeiros é de 58 anos.
Constatou-se também que aqueles que participam efetivamente da administração das explorações são mais propensos a utilizar títulos financeiros na comercialização, complementados pelas vendas por meio da cooperativa e diretamente para corretores e exportadores. Em contraposição, os cafeicultores que não participam em nenhuma das etapas produtivas são mais propensos a comercializarem junto a torrefadoras.
As informações são da Embrapa Café.
Acesse a pesquisa na íntegra aqui.
Aumenta venda da safra por títulos financeiros
Uma análise do mercado paulista de café apontou que os cafeicultores têm optado cada vez mais pela venda por meio de títulos financeiros. A conclusão é da equipe do Instituto de Economia Agrícola (IEA) através de pesquisa que faz parte do projeto Estratégias Comerciais e Caracterização Sócio-econômica da Cafeicultura Paulista, inserido no Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (PNP&D/Café). Num contexto de alta competitividade, a modernização dos procedimentos comerciais é necessária quando se almejam maiores ganhos. "A superação de estruturas comerciais de intermediação e os investimentos em agregação de valor (certificação e qualidade) formam os mais destacados vetores das iniciativas em andamento e, por isso, requerem ferramentas de negócios mais talhadas para esses objetivos", diz o estudo.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!