Em 2010, ano de bienalidade positiva da produção de café no Brasil, a expectativa era de que na época de safra os preços caíssem como de costume, porém em função da redução de oferta de café no mundo e problemas de produção nos principais países produtores, todos tiveram uma surpresa quando o mercado reagiu e começou a subir.
Passado o primeiro mês de 2011, pode-se notar que o mercado tomou mais força ainda e o indicador cepea/esalq para o arábica atingiu o teto máximo de toda história do indicador, sendo cotado a R$ 466,36/saca na quarta-feira (02).
Até o momento o cenário do mercado é de demanda aquecida e oferta restrita em todo mundo.
Gráfico 1. Indicador diário à vista (Cepea/Esalq) - arábica - posto São Paulo

O leitor do CaféPoint, Diogo Dias Teixeira de Macedo, proprietário da Fazenda Recreio em São Sebatião da Grama/SP, enviou um comentário dizendo que "o mercado precisa se manter neste patamares ... e tudo indica que vai acontecer ... para o produtor começar a recuperar os últimos 14 anos de preços baixos ... Engraçado que o café sobe e já começam a falar que o produtor está rico ... que café vale ouro e não contam os prejuíjos acumulados durante tantos anos.
Até quando vai essa maré?".
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