Asiáticos impulsionam preço do café da América Central

Os produtores de café de alta qualidade da América Central estão vendo forte interesse em seus caros grãos para exportação neste ano, vendendo mais para os mercados da Ásia e da Europa, à medida que os compradores dos Estados Unidos estão pressionados pela crise financeira.

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Os produtores de café de alta qualidade da América Central estão vendo forte interesse em seus caros grãos para exportação neste ano, vendendo mais para os mercados da Ásia e da Europa, à medida que os compradores dos Estados Unidos estão pressionados pela crise financeira.

Com o enfraquecimento do dólar, que torna o café da América Central mais acessível para os compradores, os asiáticos têm entrado no mercado. Ao mesmo tempo, consumidores dos EUA têm se afastado dos cafés mais caros durante a recessão em favor de preparar seu próprio café em casa.

Foram os japoneses que impulsionaram a maior parte da nova demanda, pois o país, tradicionalmente um consumidor de chá, passa por um boom no setor de cafés gourmet, disse o diretor executivo da Associação de Cafés Especiais da América, Ric Rhinehart.

A cada ano, um nicho de clientela de especialidades faz ofertas por pequenos lotes de café de alta qualidade produzido nas maiores altitudes, sob condições excelentes, nos leilões online. A recessão atingiu os compradores dos EUA nesse ano, que tiveram limitação de créditos e foram agressivamente eliminados dos leilões ou decidiram não participar esse ano dos mesmos em troca de comprar diretamente de fazendas de cafés especiais.

"O mercado dos EUA esteve significativamente ausente", disse Susie Spindler, diretora executiva do programa Cup of Excellence, que leiloou mais de US$ 4,2 milhões em cafés especiais em 2008. "Sua disponibilidade de pagar o tipo de preços mais altos não foi certamente tão forte quanto de alguns asiáticos e de alguns mercados da Europa".

Os cafés especiais da Costa Rica e do Panamá receberam preços altos esse ano nos leilões, liderados pela conhecida Fazenda La Esmeralda, cujos grãos "geisha" ficaram em média em mais de US$ 30 por libra. O lote mais caro de café da La Esmeralda foi vendido por US$ 117,50 por libra para a Saza Coffee, do Japão, quase o recorde de 2007, de US$ 130 por libra.

A família proprietária da fazenda no Panamá não esperava preços tão altos esse ano. Os preços da La Esmeralda aumentaram de uma média de US$ 15,74 em 2008 para US$ 31,21 em 2009, depois que a colheita esse ano caiu pela metade por causa do clima desfavorável.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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