ARG: mercado de café premium segue disputado
Nos últimos anos, o negócio de café na Argentina não deixou de atrair marcas internacionais, como Nespresso (da multinacional Nestlé) e, recentemente, Starbucks. Agora, chegou a vez da italiana illycaffè, que se propõe a lutar por novos nichos de mercado e negociará com empresários locais para instalar sua cadeia de cafeterias premium através de franquias.
Publicado por: CaféPoint
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A empresa tinha chegado ao mercado argentino pelas mãos da Havanna e The Exxel Group e, em 2001, saiu do país. Voltou em 2004 com outro distribuidor: R&HL. Atualmente, está presente em supermercados, restaurantes e empresas com o café embalado em latas e grandes máquinas.
"Estamos buscando um sócio local para trazer Espressamente Illy, nossa cadeia de cafeterias no estilo italiano, única no mundo. Nós administramos esse negócio com franquias e estamos dialogando com contatos, mas não selecionamos ou firmamos com ninguém ainda", disse a presidente da empresa que opera em 140 países e emprega 700 pessoas.
Se a chegada se concretizar, passaria a competir diretamente com o modelo americano da Starbucks, o argentino Café Martínez ou Havanna e outros, como o The Coffee Store.
A empresa encontrará mais rivais em outro nicho de negócios que entrará esse ano: o de café em cápsulas para casas e escritórios, junto com as máquinas que as processam e que também são fabricadas pela firma italiana. Nesse mercado, existem empresas como Nespresso, Cabrales e a também italiana Lavazza.
Diferentemente da Nespresso, marca altamente identificada com o mercado premium, a illycaffè não abrirá locais exclusivos. O presidente da R&HL, Ricardo Luis, disse que os equipamentos chegarão ao consumidor através de cadeias de varejo como Falabella.
Illy não revelou as projeções de faturamento com esse modelo de negócios, mas disse que aspira que, em pouco tempo, "represente 30% das receitas da empresa no país". Ela disse que o "mercado argentino está crescendo" e que acredita que crescerá em particular no mercado de cápsulas, porque se trata de um produto prático e de qualidade.
"Esse ano não será fácil, embora não deva ser tão complicado como 2009. Considero que os mercados que impulsionarão o crescimento para nós serão Ásia e Estados Unidos", disse Illy, cuja empresa obtém 5% de suas receitas das vendas na América Latina.
Sobre os segmentos, ela disse: "Em 2010 será mais difícil crescer no varejo. A empresa hoje deve 55% do negócio ao segmento gastronômico, 35% vem das casas e 10% dos escritórios. Nos últimos dez anos, o mercado de café mudou muito. O café gourmet ganhou presença e hoje tem entre 6% e 8% do mercado mundial. O expresso é o símbolo dessa mudança e continuará ganhando presença tanto nas casas como nos escritórios".
A reportagem é do La Nación, traduzida e adaptada pela equipe CaféPoint.
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