Área de plantio de café foi afetada por cinzas do vulcão Chaparrastique em El Salvador

Cerca de 20% das regiões cafeeiras ao redor do vulcão Chaparrastique, em San Miguel, El Salvador, ou seja, cerca de 4.000 manzanas (aproximadamente 2.800 hectares) que foram cobertos pelas cinzas vulcânicas não efetuaram a colheita antes da erupção, em 29 de dezembro, segundo as primeiras estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG).

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Cerca de 20% das regiões cafeeiras ao redor do vulcão Chaparrastique, em San Miguel, El Salvador, ou seja, cerca de 4.000 manzanas (aproximadamente 2.800 hectares) que foram cobertos pelas cinzas vulcânicas não efetuaram a colheita antes da erupção, em 29 de dezembro, segundo as primeiras estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG).

No total, cerca de 20.000 manzanas (quase 14.000 hectares) de café receberam a chuva de cinzas. No entanto, 75% deles já tinha terminado a colheita antes da erupção do vulcão.

“A zona cafeeira em que caiu um pouco de cinza representa 11% do que se pode produzir nacionalmente, mas como a maioria já tinha feito a colheita, o impacto do café não deverá ser alto”, disse o ministro da Agricultura, Pablo Ochoa.

Além disso, ele disse que existem vantagens que permitirão que os danos se minimizem. Uma delas é a existência de cafezais de sombra em grande parte do território. “As cinzas caíram sobre os arbustos de cima e logo veio uma onda de vento que diminuiu as cinzas. Não se pode dizer que não tenha ficado nada nos arbustos de café, nas não foi significativo”.

Segundo Ochoa, o setor conhecido como Las Moritas, pertencente ao município de San Jorge, em San Miguel, foi um dos mais afetados pelo material vulcânico, pelo que os técnicos do MAG continuam na região para monitorar os danos.

Agora, a preocupação do Ministério se concentra na recuperação das regiões onde não foi feita a colheita, pois, ainda que alguns trabalhadores tenham começado esse trabalho, não estão fazendo com a devida proteção contra as emanações de gases do vulcão e as cinzas que ainda permanecem nos cafezais.

“Pretendemos ter uma reunião com os cafeicultores da região para dar instruções, ver como se pode fazer para que não se tenha uma maior afetação e poder colher essa parte em risco”.

Por outro lado, o presidente da Associação Cafeeira, Sergio Ticas, disse que está prevista uma visita a San Miguel para avaliar os danos. Ele disse que solicitarão ao presidente da República, Mauricio Funes, declarar como “urgente” a atenção aos cafezais da zona oriental e pedirão também propiciar a visita de técnicos estrangeiros especializados, que emitam recomendações para paliar os danos após a erupção.

A reportagem é do elmundo.com.sv, adaptadas pelo CafePoint.
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