Arábica registra maior alta em cinco meses diante de previsão de safra menor no Brasil
As cotações do café no mercado futuro atingiram a maior alta em cinco meses na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures), devido às crescentes preocupações de que o clima seco poderá diminuir a produção no Brasil.
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Além da seca atual, as plantas de café já haviam sido prejudicadas por chuvas fortes em dezembro. O café arábica no mercado futuro já subiu 23% desde o dia 6 de novembro. O primeiro vencimento em Nova York, março 2014, deve encerrar o mês de janeiro com valorização superior a 10%. Esta alta dos preços poderá aumentar os custos de empresas e cafeterias como a Starbucks.
Luiz Fernando de Mello Monteiro, corretor da H. Commcor Ltda., informou ao Bloomberg que as plantas estão sendo prejudicadas pela falta de chuvas e pelas altas temperaturas e que uma redução na produtividade poderá ser registrada.
Safras brasileiras
Luiz Eduardo de Paula, proprietário da H. Commcor, afirmou ao Bloomberg que as previsões de 60 milhões de sacas de café, apresentadas por alguns analistas, poderão não se concretizar. “Esta safra terá de 52 a 55 milhões de sacas. A seca está nos mostrando que este mercado não deve cair”.
Sterling Smith, especialista em mercado futuro do Citigroup Inc., em Chicago, afirmou ao Bloomberg que as previsões de seca prolongada no Brasil já estão atraindo interesses especulativos. “Se a seca persistir ao longo de fevereiro, há grandes chances de perdas de safras”.
De acordo como o Bloomberg, em 2013 o café caiu 3%, registrando a terceira queda consecutiva e a mais longa desde 1993, por conta da entrada de safras cheias do Brasil e da Colômbia, o segundo maior produtor de arábica. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a produção mundial deve ser maior que a demanda pelo quarto ano consecutivo.
As informações são do Bloomberg, adaptadas pelo CafePoint
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EM 06/02/2014
Depois alguns empresários que prestam servicos para especuladores criam uma safra de 60 milhões e sem nenhum embasamento agronomico a reduzem para 52 milhões.
Enquanto isto nós produtores ficamos de bracos cruzados, olhando para nossas lavouras carentes de tratos culturais, observando uma alta desenfreada de custos e cada vez mais descapitalizados para não dizer cada vez mais endividados.
Calculo que 20% da lavouras ou seja em torno de 500000 mil hectares produzirão 20 milhões de sacas, outros 30% foram recepadas ou esqueletadas e não produziram café e os 50 % restantes produzirão em torno de 17 sc/ha ou seja 21,25 milhões de sacas, perfazendo um total de 41,25 milhões de sacas. Ainda pode diminuir devido a esta forte estiagem.
Está cada vez mais difìcil produzir café, temos que ficar atentos a tudo pois teremos um ano cheio de surpresas climáticas, sociais, economicas e políticas.

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