Em Nova York, o primeiro vencimento, dezembro/10, teve anta de 235 pontos, fechando a 203,30 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para março/11 terminaram o pregão a 203,55 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 235 pontos frente as cotações da véspera.
De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o movimento se deveu à desvalorização do dólar, que tornou os produtos americanos mais atraentes. Paralelamente, a Colômbia anunciou que sua safra de café poderá crescer 56% até 2014. Segundo o presidente do país, Juan Manuel Santos, o plantio de variedades resistentes a pragas poderá impulsionar a produção para 14 milhões de sacas em 2014 e 20 milhões de sacas em 2020. O país é o segundo maior produtor de café do mundo.
Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. O primeiro vencimento, dezembro/10, teve alta de US$ 0,90, fechando a US$ 241,00 a saca. Os contratos com vencimento março/11registraram valorização de US$ 1,95, fechando a US$ 242,75 a saca.
O café foi a commodity agropecuária que mais subiu na BM&FBovespa em novembro, segundo cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos de segunda posição de entrega, normalmente os que apresentam maior liquidez. Em relação a de outubro, a média do mês passado foi 9,35% superior.
Para Hugo Monteiro Santiago, gerente da mesa agrícola do Banco Fator Corretora, o café foi influenciado pelos mesmos movimentos financeiros que vêm guiando outras commodities, inclusive não agrícolas, nos mercados internacional e doméstico. "Com os juros baixos lá fora [e o dólar fraco] houve uma migração para as commodities. Macroeconomicamente, esse continua sendo o fator fundamental", lembra Santiago. Entre os fundamentos ligados à oferta e à demanda, os andamentos das safras brasileira e vietnamita influenciaram a valorização na bolsa de Nova York em novembro
Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Dólar
Segundo Infomoney, mantendo-se no campo negativo durante todo o dia, odólar conheceu nesta quarta-feira (1) seu terceiro dia seguido de queda, pressionado pelo forte otimismo instaurado nos mercados. Cotado na venda a R$ 1,704, a moeda fechou o dia com desvalorização de 0,64%, já acumulando perdas de 1,13% no período de uma semana.
Mercado físico
No mercado físico as cotações ficaram praticamente estáveis em todas as regiões. A saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 360,73, com desvalorização de 0,11%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação em relação ao mesmo dia do mês anterior acumula alta de 7,25%.
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Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica

Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

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Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico