Aquecimento global pode prejudicar café no Brasil

O Brasil corre o risco de ter suas safras de café fortemente reduzidas, por conta do aquecimento global, nos próximos 50 a 100 anos. Uma elevação de três graus Celsius na temperatura resultaria em uma redução de 60 por cento na área ocupada por plantações de café arábica.

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De acordo com notícia de Peter Blackburn para a Reuters, o Brasil corre o risco de ter suas safras de café fortemente reduzidas, por conta do aquecimento global, nos próximos 50 a 100 anos.

Uma elevação de três graus Celsius na temperatura resultaria em uma redução de 60 por cento na área ocupada por plantações de café arábica no Brasil. O país poderia aumentar sua produção de café robusta, mais tolerante às altas temperaturas.

"O café migraria para o sul para áreas mais frias e teríamos café crescendo na Argentina", disse Hilton Silveira Pinto, diretor associado do Centro de Estudos Meteorológicos e Climatologia Aplicada, Ciagri, da Unicamp.

Juntamente com a Embrapa Informática Agropecuária, o Ciagri estudou analisou o impacto de uma elevação de temperatura de até cinco graus Celsius em cinco importantes culturas - café, soja, milho, arroz e feijão.

Segundo o estudo, as lavouras de café de Minas Gerais, que respondem por cerca de metade da produção brasileira, desapareceriam. A pesquisa aponta que as safras de café de São Paulo, terceiro maior produtor do Brasil, teriam o mesmo destino. "A produção cairia em quantidade e em qualidade", disse Pinto.

Já o pesquisador da Embrapa Fabio Marin, alertou que, apesar das temperaturas no sul do Brasil tornaram-se favoráveis com o aquecimento, a falta de água limitaria a expansão da produção.

"A biotecnologia e o desenvolvimento de variedades resistentes à seca oferecem uma solução", disse Marin. Para os dois pesquisadores, é necessário que o Brasil intensifique as pesquisas em variedades de café e de outros produtos resistentes a maiores temperaturas e a climas secos.
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leticia
LETICIA

EM 27/03/2013

isso é um absurdo
Alemar Braga Rena
ALEMAR BRAGA RENA

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 07/02/2007

Senhores(as),

No artigo de 14/11/2006, afirmei que o café voltaria a subir a Serra do Mar, não porque eu desejasse mais malefícios à natureza, mas por razões de sobrevivência da cafeicultura, pois o café arábica atual não suporta temperaturas elevadas, especialmente suas oscilações. Ele é uma planta C3, como o feijão, arroz, soja, citros etc. Tampouco é tolerante à seca. Fui mal interpretado por alguns.

A gritaria com o clima começou só recentemente, mas quem foi meu aluno, há mais de duas décadas, deve se lembrar da ênfase que eu punha nos aspectos das futuras condições adversas da temperatura e da água!

Só não acredito que o homem seja o principal agente dos futuros desastres do clima. Continuamos sedo "antropocêntricos", como na idade das trevas...

Saudações escatológicas,

Rena
jair catelan filho
JAIR CATELAN FILHO

MARILÂNDIA - ESPÍRITO SANTO

EM 06/02/2007

e sobre o espirito santo, qual seria o impacto do clima para a cafeicutura