Analistas esperam alta das cotações de café para 2009
A alta das cotações do café, desencadeada pela queda da oferta, ameaça as empresas americanas Starbucks Corp. e Kraft Foods Inc., mas também beneficia países produtores, como o Brasil. Para Judith Ganes, ex-analista da Merrill Lynch & Co., o café poderá subir mais de 50% até julho, para US$ 1,70/lb. Já o Morgan Stanley prevê uma média de US$ 1,41. Para o grupo suíço Tiberius Group, o café será uma das commodities mais promissoras de 2009.
Publicado por: CaféPoint
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Os contratos futuros de café Arábica deverão dar um salto de 25% este ano, depois de cair pela primeira vez desde 2001, com a redução da safra do Brasil e da Colômbia, os dois principais produtores do Hemisfério Ocidental, disse o Goldman Sachs Group Inc.. "Prevemos a alta dos preços do café em 2009", disse Sandra Bachofer, cogestora de US$ 1,2 bilhão no suíço Tiberius Group. "Nossa projeção é de que o café será uma das commodities mais promissoras de 2009".
As expectativas de uma recuperação mostram o que acontece quando mercados futuros impulsionados por especuladores colidem com a relação oferta-demanda do mundo real. A alta, se concretizada, puxará para cima os custos da Starbucks e da Maxwell House, controlada pela Kraft Foods, ao mesmo tempo em que enriquecerá os países produtores e aumentará a receita das exportações de nações como Vietnã e Brasil.
Embora o Fortis Bank diga que a recessão deverá paralisar a demanda e conter os preços, o café subiu 2,3% este ano, para US$ 1,1465 a libra-peso, na ICE Futures U.S. Os contratos para entrega em dezembro indicam que a alta vai prosseguir. Judith Ganes-Chase, ex-analista da Merrill Lynch & Co. que dirige uma consultoria em Katonah, no Estado de Nova York, disse que o café poderá subir até 52%, para US$ 1,70, até 30 de junho.
O Morgan Stanley prevê uma média de US$ 1,41 a libra-peso no ano-safra que começa em 1º de outubro, e o Goldman Sachs projeta cotação de US$ 1,40 a libra-peso em 12 meses. A Starbucks informou que seu custo sobre as vendas do primeiro trimestre deste ano subiram 2,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.
O café caiu 14% no quarto trimestre do ano passado na bolsa ICE, apesar de o ágio pelos grãos colombianos em relação aos contratos futuros mais negociados em Nova York ter saltado 54%, refletindo a demanda numa época em que os investidores fugiram das bolsas de commodities. O número de contratos não-exercidos, ou pendentes, caiu quase 10%.
"O café caiu vítima de grandes liquidações por parte dos fundos" realizadas no ano passado, disse Roland Veit, presidente da importadora Paragon Coffee Trading Co. sediada no Estado de Nova York. "O mercado de café foi puxado excessivamente para baixo por motivos não-ligados aos fundamentos econômicos" (relação oferta-demanda). Os compradores do mercado à vista "começaram a ignorar" os contratos futuros que não refletiam a relação oferta-demanda, disse ele.
Com informações da Bloomberg News e Gazeta Mercantil.
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MANHUAÇU - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 12/03/2009
O aquecimento global está mais acelerado que os cientistas previam. Acelerado também estão as baixas cotações do mercado de café, e a crise mundial, fecha o pacote.
Sem nenhum pessimismo, mas com realismo, se o governo não rever a cafeicultura, como fonte de renda e emprego para o país, e ficar abastecendo os bancos de dinheiro, e a indústria automobilística, a cafeicultura acabará em menos de cinco anos. E os financiamentos de automóveis, com serão pagos?

MANHUAÇU - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 20/02/2009

PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 20/02/2009

LAMBARI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 20/02/2009
Principalmente nas regiões montanhosas, onde o peso da mao de obra na colheita é maior. E mesmo nas propriedades semi-familiares: Na micro-regiao Natercia-Heliodora-Lambari ( Sul de Minas ) os pequenos produtores chegaram a pagar na safra 2008 ate R$ 0,40 por litro de cafe "na roça", o que gera um custo de R$ 160,00 a R$ 180,00 por saca beneficiada somente para a derriça.
O resultado é que hoje sobram mudas nos tradicionais viveiros, meeiros e parceiros estão encerrando contratos e entregando seus talhões para os prorietários. E muitos empregos deixam de existir e serem criados.
Esta situação é somente conjuntural ou estamos diante de uma mudança estrutural e de paradigma na produção de café em nosso país?