América Latina: aumenta exportação de café lavado

As exportações de café arábica de países da América Latina que produzem o grão suave e lavado totalizaram 10,4 milhões de sacas de 60 kg no acumulado de outubro a fevereiro, ou seja, elevação de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação de Café Guatemalteca (Anacafé). O grupo exclui o Brasil, que processa a maior parte de seus grãos arábica por secagem ao sol, em vez de lavá-los. O grupo inclui Colômbia, México, Peru, República Dominicana e países da América Central.

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As exportações de café arábica de países da América Latina que produzem o grão suave e lavado totalizaram 10,4 milhões de sacas de 60 kg no acumulado de outubro a fevereiro, ou seja, elevação de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação de Café Guatemalteca (Anacafé). O grupo exclui o Brasil, que processa a maior parte de seus grãos arábica por secagem ao sol, em vez de lavá-los. O grupo inclui Colômbia, México, Peru, República Dominicana e países da América Central.

As exportações caíram apenas no Mexico (20%) e na Guatemala (2%), somando 727,3 mil sacas e 980,7 mil sacas, respectivamente. Nos outros países, o volume embarcado aumentou. A queda das vendas do México ocorreu por causa da colheita decepcionante. Na temporada passada, o país exportou 2,6 milhões de sacas.

A Guatemala, maior produtor de café da América Central, afirmou que a redução nas suas exportações de café ocorreu em parte porque os compradores estão relutando em comprar grãos gourmet. Os preços internacionais estão perto das máximas em 14 anos e o produto guatemalteca é vendido com um prêmio.

Os países que tiveram aumento mais expressivo nas exportações no acumulado de cinco meses foram República Dominicana e Honduras, cujos embarques cresceram 58% e 50%. Autoridades de Honduras disseram que as torrefadoras que normalmente compram da Guatemala adquiriram o café hondurenho, que é mais barato.

A Colômbia, maior produtor mundial de café arábica suave e lavado, registrou aumento de 28% nas exportações de café, totalizando 3,9 milhões de sacas. El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Peru observaram elevação de 38%, 23%, 19% e 10%, respectivamente.

A matéria é de Filipe Domingues, para Agência Estado, com informações da Dow Jones, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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