Ambiente demanda eficiência das práticas convencionais

Segundo alguns autores da ciência denominada Agroecologia, como Gliessman e Altieri, a conversão de sistemas agrícolas convencionais para sistemas mais sustentáveis deve ser feita de forma lenta e gradual, com muita segurança na passagem de um nível para o outro. O primeiro passo seria o aumento da eficiência de práticas convencionais a fim de reduzir o uso e o consumo de insumos escassos, caros ou ambientalmente danosos. O segundo passo, por sua vez, seria a substituição de insumos e práticas convencionais por práticas "alternativas".

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O leitor Fábio Lúcio Martins Neto, da Empresa Bahiana de Desenvolvimento Agropecuário (EBDA), comenta artigo "Manejo de doenças do cafeeiro em sistemas alternativos de produção". Segundo ele, a conversão de sistemas agrícolas convencionais para sistemas mais sustentáveis deve ser feita de forma lenta e gradual, com muita segurança na passagem de um nível para o outro. Leia trechos da carta a seguir.

Carta de Fábio Lúcio Martins Neto

Há uma tentativa no nosso meio em descaracterizar a verdadeira agricultura sustentável com bases ecológicas, afirmando que tudo não passa de "filosofia". No entanto, a questão ambiental (de forma ampla) demanda urgência na busca de soluções. E uma parte destas soluções no tocante a cafeicultura foi colocada com bastante clareza e cientificismo pelo Sr. Antônio F. de Souza.

Me permitam contribuir com o assunto. Segundo alguns autores da ciência denominada Agroecologia, como Gliessman e Altieri, a conversão de sistemas agrícolas convencionais para sistemas mais sustentáveis deve ser feita de forma lenta e gradual, com muita segurança na passagem de um nível para o outro (daí a necessidade das pesquisas e de artigos como este).

O primeiro passo seria o aumento da eficiência de práticas convencionais a fim de reduzir o uso e o consumo de insumos escassos, caros ou ambientalmente danosos. O segundo passo, por sua vez, seria a substituição - como foi apresentado no artigo - de insumos e práticas convencionais por práticas "alternativas".

O terceiro passo, na minha opinião, seria o que Hans Christian Schmidt colocou em sua carta como "muito ainda tem que ser feito na construção de uma cafeicultura realmente sustentável", pelo menos no tocante ambiental. Neste momento, a meta e o desafio é redesenhar o agroecossistema de forma que ele funcione baseado em um conjunto de processos ecológicos, sem, no entanto, prejuízos aos ganhos obtidos anteriormente principalmente com relação à produção. Talvez apenas neste momento o tripé hospedeiro-ambiente-patógeno estaria de fato equilibrado.

Acesse a carta aqui.

Rodrigo Cascalles, equipe CaféPoint
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