Carta enviada por leitor do CaféPoint ao artigo de Luiz Marcos Suplicy Hafers, "Estoques de café: no fim". Abaixo segue resposta do autor.
Carta de Cyro Takiute, economista e produtor de café, Marília/SP
Questiono-lhe sobre a influência dos estoques reguladores de café sobre o preço do produto. Na minha opinião, os fundos de investimento atualmente são os que exercem uma influência considerável sobre o preço do produto. Imagina-se, por exemplo, a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) comprando e vendendo café na Bolsa de Nova Iorque. Haverá uma distorção de preços independentemente do nível de estoques governamentais. Deve-se esclarecer que o consumo está aumentando no mundo inteiro. E aqui fica a pergunta: o preço do café vai subir?
Resposta de Luiz Hafers
Estamos de acordo. Os fundos com demanda e oferta virtual distorcem os preços.
Todavia, num determinado momento não podem torrar café virtual. A minha proposta é de uma politica contra cíclica. Na baixa, precisamos vender mais para pagar contas: agrava a baixa. Na alta, precisamos vender menos para pagar: agrava a alta.
Com estoques feitos na baixa e vendidos na alta limitamos a volatilidade que não nos interessa. Esses estoques seriam feitos por conta, porém com risco diminuído com uma politica de opções. Caso o preço atinja o financiamento poderia se pagar com o café. Em contra partida, caso o preço subisse acima de um limite a dívida teria que ser liquidada, moderando a alta.
Não é bala de prata, mas um começo.
O café deveria subir e tem subido. O que temo é uma alta vertiginosa, a qual já assisti diversas vezes e é maléfica: todo mundo planta e 3/4 anos depois super produção, crise. Na medida que sobe vamos vendendo. Pior que vender barato é não vender caro.
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Rodrigo Cascalles, equipe CaféPoint
Alta vertiginosa nos preços do café é maléfica
O café deveria subir e tem subido. O que temo é uma alta vertiginosa, a qual já assisti diversas vezes e é maléfica: todo mundo planta e 3/4 anos depois super produção, crise. Na medida que sobe vamos vendendo. Pior que vender barato é não vender caro.
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