Alta nos alimentos é pauta entre países ricos

A crise dos alimentos, provocada pelo grande aumento de preços desde o ano passado, entrou na agenda do mundo rico, do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O dano causado pela alta de preços equivale à perda de sete anos no programa internacional de combate à pobreza, disse ontem o presidente do Bird, Robert Zoellick.

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A crise dos alimentos, provocada pelo grande aumento de preços desde o ano passado, entrou na agenda do mundo rico, do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O dano causado pela alta de preços equivale à perda de sete anos no programa internacional de combate à pobreza, disse ontem o presidente do Bird, Robert Zoellick.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, sugeriu em uma carta a seu colega japonês, Yasuo Fukuda, que o Grupo dos 8 recomende às Nações Unidas, ao FMI e ao Bird que adotem uma estratégia global para combater a crise. Segundo Zoellick,"em apenas dois meses, os preços do arroz chegaram perto de recordes, subindo cerca de 75% globalmente e até mais em alguns mercados".

Em 23 países da África as perdas na balança comercial serão superiores a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2005. Nos demais, a deterioração será inferior a 1%. Perdas abaixo de 1% deverão ocorrer na Índia e na China, assim como na maioria da Ásia, do Oriente Médio e na maior parte da Europa. Brasil, EUA, Canadá, Rússia, Polônia, França e Austrália estão entre os países com ganhos comerciais abaixo de 1% do PIB de 2005. O ganho da Argentina pode superar o limite.

As informações são de Rolf Kuntz, do jornal O Estado de S. Paulo.
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João Francisco S. Vaz
JOÃO FRANCISCO S. VAZ

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 25/04/2008

É sempre assim: O culpado é sempre o produtor de alimentos, não é? O que os Governantes do G-8 esquecem de dizer, é que à exemplo dos EUA que estão desviando este ano 80 milhões de toneladas de milho para produção de etanol, ao invés de utilizá-lo na produção de alimentos e rações.

Esquecem de dizer também, que muito dessa alta das chamadas " comoditties agrícolas", são causados por pura especulação financeira, e também pela oligopolização de grãos como a soja( Bunge e Cargil são soberanas no mercado mundial).

Esquecem de dizer também, que as políticas sociais de combate à pobreza estão realmente funcionando, e que o aumento da demanda por alimentos em países populosos como China, Índia, Brasil, Rússia e Indonésia também exercem uma pressão de alta no preço dos alimentos. Enfim, eu prefiro sinceramente que aquele que produz alimentos tenha o seu produto valorizado. Cabe aos Governantes, desenvolver mecanismos para minimizar os problemas decorrentes dessa alta dos alimentos.
Arnaldo Reis Caldeira Júnior
ARNALDO REIS CALDEIRA JÚNIOR

CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/04/2008

Será que estas pessoas (ricos do 1º mundo), vão conseguir enxergar a realidade? Será que conseguem enxergar que o mundo não vive sem alimentos? Enxergar que não vivem sem água e ar? Enxergar e começar a "valorizar" o que tem real valor?

Aprender que a poluição que eles produzem afetam os alimentos, o ar e a água de todos no planeta. Do que adiantará um mundo que movimenta trilhões de euros por dia com papéis, sem o básico para viver. Os alimentos não estão ficando mais caros, estão sim, atingindo o mínimo do valor real que devem ter.