Na categoria interna, o pesquisador científico homenageado foi Oliveiro Guerreiro Filho, do Centro de Café Alcides Carvalho que também é coordenador do Núcleo de genética e Melhoramento do Cafeeiro do CBP&D/Café. Mestre em Genética pela Universidade Estadual de Campinas (1989) e doutor em Ciências pela Escola Nacional Superior Agronômica de Montpellier/França (1994), dedica-se aos estudos de Genética e Melhoramento de cafeeiros desde 1988, quando iniciou a carreira no IAC. Atua principalmente nas áreas de Resistência de Plantas a Insetos e Gestão de Recursos Genéticos, tendo como temática central de pesquisa o melhoramento do cafeeiro visando resistência ao bicho-mineiro. Guerreiro é editor-chefe da Revista Bragantia, revista de ciências agronômicas publicada pelo Instituto desde 1941. O pesquisador também participa de pesquisas no âmbito do CBP&D/Café.
Na categoria externa concedida a produtor rural de destaque, o homenageado foi o empresário Luiz Norberto Pascoal, da Daterra Coffee, empresa que possui uma longa história de parceria com o IAC de incentivo às pesquisas e transferência de tecnologia. A parceria científica teve início em 1992, com a concessão de 30 hectares de café, em Patrocínio/MG, para a realização de experimentos e avaliação de cultivares. Também merece destaque pela preocupação com o desenvolvimento sustentável, adoção de tecnologia sugerida pela pesquisa e certificação para agregação de valor ao produto, representando um modelo de propriedade cafeeira a ser seguido.
Destaque especial - o centenário da imigração japonesa
Produtora de café há mais de 150 anos, a Fazenda Tozan, também conhecida como Fazenda Monte d'Deste, localizada a 12 quilômetros de Campinas (SP), acompanha a trajetória do café brasileiro, vivenciando ciclos de adversidade e tempos de prosperidade. Fundada em 1798, guarda passagens marcantes no fortalecimento da cafeicultura paulista e participação ativa na imigração e colonização japonesa. Desde 1927, pertence à família Iwasaki, fundadora do Grupo Mitsubishi.
Com 830 hectares e um milhão e 350 mil pés de café, a fazenda teve que passar por profundas transformações para se adequar às tendências do mercado de café. Da colheita manual à mecanizada, do terreiro de alvenaria à lama asfáltica, dos secadores a lenha ao aquecimento a gás. A fazenda faz parte do roteiro turístico de Campinas e mantém um Museu do Café, na antiga tulha com máquinas ainda em funcionamento. Também é notória a parceria com o IAC, com a manutenção de área experimental de quatro hectares para avaliação de cultivares. As informações são da Embrapa Café.

Entrega do Prêmio IAC 2008, quando o Instituto completou 121 anos de fundação.