CNC ressalta empenho do ex-ministro Stephanes e conta com o atual titular do Mapa, Wagner Rossi, para solucionar a falta de renda e a quitação do passivo financeiro.
Primeiramente, deixo, em nome do Conselho Nacional do Café (CNC), os agradecimentos ao ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, que defendeu de forma incondicional e com a penetração que lhe era possível o setor da agropecuária no Brasil.
Em outra via, recordo que toda mudança é sinal de prosperidade e, assim, com a nomeação do atual titular Wagner Rossi, o setor produtor da cafeicultura renova sua esperança no sentido de encontrar uma solução urgente e necessária à geração de renda no campo, que dê condições para a quitação do passivo financeiro existente.
Após sua posse, o ministro assumiu o compromisso de agendar uma grande reunião com o setor, a qual aguardamos para este mês de maio. O CNC, na condição de representante da produção cafeeira nacional, focará na busca pela renda ao cafeicultor, nos mesmos moldes do solicitado em março de 2009, quando realizamos o SOS Café - movimento que reuniu mais de 30 mil pessoas em Varginha (MG) em prol da atividade cafeeira -; ou seja, que tenhamos uma cafeicultura rentável a quem produz, com preços de comercialização superiores aos elevados custos de produção.
Outro ponto que defendemos como urgente é a implantação de um plano de estocagem de café proposto pelo setor, que visa o financiamento de 20 milhões de sacas, o que possibilitaria a não entrada imediata do produto no mercado e a elevação dos preços, justamente num período em que as cotações se encontram em níveis historicamente baixos devido ao início da colheita no Brasil. Também consideramos importante que o prazo para o início do reembolso dos empréstimos deste programa seja de dois anos a partir da data de contratação.
Tão importante quanto é a imediata liberação dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para colheita e estocagem. Esses dois pontos são emergenciais e fundamentais, principalmente para que não "joguemos fora" mais uma safra - de alta dentro do ciclo bienal da cafeicultura - brasileira, prejudicando novamente o produtor.
O Conselho Nacional do Café sabe que são necessárias mudanças dentro da política cafeeira nacional e vem lutando por essas alterações. Em verdade, o que desejamos é que haja, de fato, uma política pública destinada à cafeicultura, a qual faça equivalência à importância da atividade na história do Brasil, país que até hoje lidera a produção e a exportação, além de caminhar a passos largos para assumir o topo do ranking no consumo mundial.
Atenciosamente,
Gilson Ximenes
Presidente do Conselho Nacional do Café
Agradecimento e renovação das esperanças
CNC ressalta empenho do ex-ministro Stephanes e conta com o atual titular do Mapa, Wagner Rossi, para solucionar a falta de renda e a quitação do passivo financeiro.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!