África: países querem aumentar produção de café

Os produtores de café da África planejam aumentar a produção durante os próximos cinco anos para suprir o maior consumo global, disse Josefa Sacko, secretária geral da Organização Inter-África de Café, que representa 25 das maiores nações produtoras de café do continente. O deficit global de café poderá aumentar para 20 milhões de sacas de 60 quilos até 2020 se a produção não aumentar, disse ela em Kigali, capital da Ruanda, na semana passada.

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Os produtores de café da África planejam aumentar a produção durante os próximos cinco anos para suprir o maior consumo global, disse Josefa Sacko, secretária geral da Organização Inter-África de Café, que representa 25 das maiores nações produtoras de café do continente.

O deficit global de café poderá aumentar para 20 milhões de sacas de 60 quilos até 2020 se a produção não aumentar, disse ela em Kigali, capital da Ruanda, em 14 de fevereiro. O consumo global está crescendo aproximadamente em 2,5 milhões de sacas por ano devido à maior demanda do Canadá, Europa, América Latina e Ásia, disse o diretor executivo da Organização Internacional de Café (OIC), Nestor Osorio. O consumo mundial neste ano pode aumentar de 128 para 130 milhões de sacas, resultando em um deficit de 6 a 8 milhões de sacas.

"Temos que aumentar a produção porque o mercado está muito positivo", disse Sacko. A África, que na década de oitenta fornecia 35% dos grãos mundiais, agora é responsável por cerca de 12% da oferta global, disse ela.

Na Etiópia, maior produtor da África, o Governo está investindo para aumentar a produção em cerca de 300.000 toneladas por ano, disse o diretor gerente da compradora Haicof Ltd., de Addis Ababa, Hailu Gebre Hiwot. Com mais da metade da produção da nação consumida localmente, a medida é designada a aumentar os ganhos com exportações, disse Hiwot.

A produção de café na Etiópia caiu 14% no ano passado, para 302.290 toneladas depois da seca que afetou o sul das regiões de Sidama e Gedeo, informou o Ministério da Agricultura do país em dezembro.

A Uganda, segundo maior produtor de café da África, planeja aumentar a produção para 4,5 milhões de sacas até 2015, partindo de 3,5 milhões de sacas no ano passado, através de mais replantio, de acordo com a Autoridade de Desenvolvimento de Café do país. "Nossa ênfase está na distribuição de variedades de alto rendimento para aumentar a renda de nossos cafeicultores", disse o principal analista de mercado da Autoridade, James Kizito Mayanja. "Temos uma vantagem de menor custos de produção comparado com outros países".

A Tanzânia planeja aumentar sua produção, prevista em 58.000 toneladas nesta estação, para 96.000 toneladas ao ano até 20 de junho de 2013, disse o diretor geral do Tanzania Coffee Board, Adolph Kumburu. O Quênia planeja aumentar a produção em 67%, para 100.000 toneladas até 2014, de acordo com o gerente técnico do Coffee Board of Kenya, Bernard Gichovi.

Angola, que já foi o quarto maior exportador mundial de café, pretende aumentar a produção em 10 vezes para 50.000 toneladas por ano durante os próximos cinco anos, disse Sacko. O país distribuiu no ano passado 8 milhões de mudas em uma das cinco regiões produtoras de café e deu a cada cafeicultor US$ 550 para ajudar com os custos, disse ela.

A reportagem é da Bloomberg, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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