Acordos de fairtrade impulsionaram ganhos de produtores de café da África

Pesquisas apontam que produtores fairtrade recebem preços até 26 vezes maiores do que os não afiliados.

Publicado por: CaféPoint

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Segundo pesquisadores da Universidade de Greenwich, no Reino Unido, cafeicultores sob acordos de fairtrade (comércio justo), incluindo os produtores orgânicos do programa, receberam preços entre oito e 26 vezes maiores do que os produtores não afiliados.

Foto: Coffee farming. Photo/File
                                 Foto: Coffee farming. Photo/File

De acordo com o estudo realizado no Instituto Nacional de Recursos (NRI), os produtores também são duas a três vezes mais propensos a ter acesso a treinamento e serviços.

A organização desenvolve padrões fairtrade para produtos e opera sistemas globais de certificação e auditoria. Ela visa assegurar melhores preços, condições de trabalho dignas, sustentabilidade local e termos de comércio justo para produtores e trabalhadores no mundo em desenvolvimento.

O café, um dos produtos fairtrade mais antigos, é uma das bebidas mais populares do mundo, tendo cerca de 25 milhões de pequenos produtores produzindo 80% dela. Pelo menos 800.000 pequenos produtores pertencem a uma das 445 organizações de produtores certificados como fairtrade em mais de 30 países.

Um estudo de caso de quatro anos conduzido pelo NRI avaliou quatro países em todo o mundo: Indonésia, México, Peru e Tanzânia. "Nossa equipe escolheu esses países para permitir que o estudo explorasse diversas situações de produção”, explica o professor do NRI, Jeremy Haggar, co-líder do estudo. Essas nações cobrem uma seleção dos principais países produtores de café fairtrade em três continentes, com um grande número de produtores e importantes fontes de café fairtrade para compradores.

Apesar dos pesquisadores terem identificado inúmeros benefícios para os produtores nos termos dos acordos de comércio justo, os desafios são enormes. A responsabilidade dos Conselhos de Administração e Gestão entre as cooperativas de produtores com dezenas de milhares de agricultores tem sido um problema real.

Em particular, a luta contra as normas culturais de discriminação de gênero tem visto a organização fazer progressos com outras pessoas inseguras sobre o que fazer. Os pesquisadores recomendam o fortalecimento das organizações de produtores e as parcerias para abordar questões sociais e ambientais mais amplas.

Outra questão é a intensificação e a ampliação dos serviços de apoio ao produtor e a colaboração do fairtrade. É igualmente necessária uma maior ação para apoiar a igualdade entre os gêneros, os jovens e os trabalhadores, bem como o apoio às redes de produtores para reforçar a voz de seus membros.

Nos países em desenvolvimento, especialmente na África, as fazendas de café são propriedade de homens, enquanto mulheres e crianças fornecem a maior parte do trabalho, tendo pouco controle sobre o retorno do café.

A Organização Internacional do Café (OIC) estima a produção mundial de café em 2016/17 em 151,6 milhões de sacas, um aumento de 0,1%. Espera-se uma colheita abundante do Brasil, Colômbia e Honduras, de cerca de 93,5 milhões de sacas.

As informações são do http://www.mediamaxnetwork.co.ke / Tradução Juliana Santin
 
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