ABIC: preço da saca continuará alto em 2012

Com base no atual cenário de baixa disponibilidade de grãos no mundo, estoques mundiais apertados e demanda crescente, apesar da crise econômica, o preço do café verde deve manter a tendência altista no decorrer de 2012. No entanto, indústria de torrado e moído deverá realinhar preço, para evitar colapso de abastecimento regular.

Publicado por: CaféPoint

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O preço do café verde deve manter a tendência altista no decorrer de 2012, principalmente no primeiro trimestre. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), com base no atual cenário de baixa disponibilidade de grãos no mundo, estoques mundiais apertados e demanda crescente, apesar da crise econômica.

No período de janeiro a novembro, os cafés arábicas mais utilizados pela indústria tiveram aumento de cerca de 33,5%, com a saca de 60 kg valendo atualmente R$ 320,00. O presidente da Abic, Américo Sato, informou que a indústria de torrado e moído deverá realinhar preços, com reajuste médio de 20% para todos os tipos de cafés. "Os varejistas já estão reajustando preços e a indústria titubeia porque o varejo pressiona por valores mais baixos. Só que a indústria trabalha no limite de rentabilidade e há necessidade de majoração, se quisermos atender o consumidor com qualidade", disse.

Sato acrescentou que os estoques brasileiros de café também estão muito baixos, no período anterior à colheita, que começará entre abril e maio. "O volume comercializado também se reduziu porque muitos detentores de estoques de café estão segurando a venda, prevendo preços melhores nos próximos meses", comentou, alertando que essa conjuntura afeta os resultados e a produção das indústrias.

Indústria de torrado e moído deverá realinhar preço

Américo Sato, afirma que o tradicional cafezinho tomado em casa ainda é barato para consumidor, em comparação com outros tipos de bebida. Sato citou que o quilo de café torrado e moído custa cerca de R$ 15,00 no supermercado, com o qual é possível produzir cerca de 150 xícaras de café. "Uma xícara de café tomado no lar custa apenas 1 real. É muito barato", disse.

No entanto, de acordo com o presidente da Abic, "os atuais níveis de preço não cobrem sequer o aumento da saca do grão, e as indústrias precisam realinhar seus preços com a maior brevidade possível, de modo a evitar colapso de abastecimento regular".

Os preços do café nas prateleiras ainda encontram-se muito defasado e bem abaixo do que deveria, em virtude dos aumentos da matéria-prima. De janeiro a novembro, os preços dos cafés tradicionais, nas grandes cidades, aumentaram na média 15%, alcançando R$ 12,81/kg na Grande São Paulo. Pesquisas mostram que no Brasil, os preços médios subiram somente 9%. "A defasagem, portanto, é superior a 20%", informou o presidente da Abic.

O consumo de café no Brasil é o segundo maior do mundo, alcançando 19,1 milhões de sacas em 2010, o que representou 40% da safra brasileira.


As informações são da Agência Estado, resumidas e editadas pela Equipe CaféPoint.
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