ABIC: penetração do café segue estável e acima de 91%

Em 2007, segundo a pesquisa "Tendências do Consumo de Café no Brasil", realizada pela InterScience (encomendada pelo GGM/Funcafé), 91% dos pesquisados declararam-se consumidores de café. Este valor chegou a 94% em 2006. A pesquisa, entretanto, nesta edição, foi ampliada com mais cidades menores e do interior de vários estados, o que justifica a redução da penetração, que, entretanto, situa-se entre as mais altas entre as diversas categorias de produtos alimentícios e bebidas. Assim, a penetração do café permaneceu estável desde 2003 e acima de 91%, enquanto a pesquisa mostrou uma evolução importante de outras categorias, como achocolatados, sucos e água de coco que, mesmo vendendo menos em volume, apareceram como destaque no consumo em 2007.

Publicado por: CaféPoint

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Em 2007, segundo a pesquisa "Tendências do Consumo de Café no Brasil", realizada pela InterScience (encomendada pelo GGM/Funcafé), 91% dos pesquisados declararam-se consumidores de café. Este valor chegou a 94% em 2006. A pesquisa, entretanto, nesta edição, foi ampliada com mais cidades menores e do interior de vários estados, o que justifica a redução da penetração, que, entretanto, situa-se entre as mais altas entre as diversas categorias de produtos alimentícios e bebidas. Assim, a penetração do café permaneceu estável desde 2003 e acima de 91%, enquanto a pesquisa mostrou uma evolução importante de outras categorias, como achocolatados, sucos e água de coco que, mesmo vendendo menos em volume, apareceram como destaque no consumo em 2007.

O consumo de café na classe A continua crescendo, em função da oferta de cafés tipo Gourmet, de melhor qualidade e maior valor, bem como, influenciado pelo consumo fora do lar, em cafeterias e casas de café.

O consumo entre os jovens entre 15 e 19 anos continua sendo um desafio para a indústria de café. Nesta faixa, os números não cresceram. A percepção positiva dos benefícios do café junto aos consumidores ainda precisa ser trabalhada com mais intensidade. Entre os consumidores (91%), as eventuais razões para reduzir o consumo por motivos de saúde, aumentaram para 47%, em 2007, depois de registrarem 33% em 2006. Por outro lado, a comunidade médica tem apresentado uma melhora substancial em sua percepção sobre o café. A pesquisa mostra que a recomendação médica para a interrupção do consumo diminuiu de 12% em 2006 para 7% em 2007. Isto mostra a boa influência do Programa Café e Saúde, desenvolvido pela ABIC em conjunto com o DCAF - Departamento do Café, do Ministério da Agricultura, com aprovação do CDPC - Conselho Deliberativo da Política do Café.

O consumo fora do lar continua a se ampliar - no trabalho, nas cafeterias, nos restaurantes, panificadoras, etc. - A pesquisa mostra que o consumo fora do lar, considerando as grandes capitais, evoluiu de 32% em 2006 para 36% em 2007.

Assim, em 2008 seguirá firme a expansão das cafeterias em todo o país, bem como a das empresas estrangeiras que recentemente abriram os seus estabelecimentos em São Paulo. O mercado interno brasileiro se mostra maduro para assimilar inovações e novos produtos.

Publicidade e promoção

Em 2007, as empresas de café ampliaram o seu investimento em marketing e publicidade. As grandes empresas fizeram extensas campanhas em diversas mídias, com investimentos superiores a R$ 50 milhões. A ABIC investiu R$ 630 mil de seu Fundo de Marketing, com ações institucionais complementares.

O Programa Integrado de Marketing - PIM 2007, do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, coordenado pelo DCAF - Departamento do Café, da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia, conta com recursos do FUNCAFE e investiu somente R$ 2,2 milhões no mercado interno, em função da redução da verba publicitária oficial, mas aplicou R$ 5 milhões para promoção do café no exterior, com participações importantes em feiras, degustações e eventos no Japão, na Coréia, EUA, Alemanha, Romênia, Chile e outros países, além da produção de inúmeros materiais promocionais e informativos sobre os Cafés do Brasil.

Concentração no setor

A concentração do setor torrefador continua acontecendo, como nos anos anteriores. Assim, as 5 maiores empresas participaram com 37,84% do mercado total de torrado/moído, contra 36,93% no ano anterior. Já as 100 maiores empresas ampliaram sua participação para 62,72% contra 61,94% no ano anterior.

Considerando-se o volume industrializado somente pelas empresas associadas da ABIC (quase 11 milhões de sacas em 2007), as 10 maiores empresas foram responsáveis por 70,2% da produção, enquanto as 35 maiores concentraram quase 85% da produção. As pequenas empresas associadas da ABIC, em numero de 331, foram responsáveis por somente 7,88% da produção. O número de empresas do setor está crescendo. Em 2005 a ABIC contabilizava 1.171 empresas em todo o Brasil, mas em 2007, esse numero chegou a 1.222 (empresas que a ABIC conseguiu localizar e coletar amostras de seus produtos).

As informações são da ABIC.
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