Abic: Indústria se prepara para exportar café manufaturado

Em maio do ano passado, o governo federal anunciou um pacote de apoio às exportações, com a intenção de gerar melhores condições de competitividade para as empresas nacionais. Entre as medidas divulgadas estava a criação de uma agência de crédito e de um fundo garantidor para as exportações.

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Em maio do ano passado, o governo federal anunciou um pacote de apoio às exportações, com a intenção de gerar melhores condições de competitividade para as empresas nacionais.

Entre as medidas divulgadas estava a criação de uma agência de crédito e de um fundo garantidor para as exportações.

A intenção era permitir a inclusão de novos exportadores, principalmente de pequenas e médias empresas. Por um bom motivo: segundo a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, esse grupo, embora tenha sido responsável por 75% dos contratos de exportação em 2010, participou de apenas 6% do valor total.

As grandes empresas, por sua vez, foram responsáveis por 94% desse resultado, sendo que destas 42% estão ligadas ao agronegócio. No ano passado, as exportações de produtos agropecuários renderam ao País US$ 76,4 bilhões.

No caso do café, com o sinal verde e o benefício de facilitação de crédito, algumas empresas do setor se preparam para exportar o produto manufaturado. Para Américo Sato, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o grão é, de fato, um grande gerador de divisas para o País quando o assunto é exportação. Mas poderia proporcionar ainda mais lucros. "O grande volume exportado é da matéria-prima", diz Sato. "Precisamos de incentivos para a industrialização dos diferentes tipos de café."

De acordo com Sato, há poucas empresas atuando na exportação de café industrializado. "Por isso é necessário prepará-las para esse mercado, principalmente as micro e pequenas empresas", diz. Coincidência ou não, o Conselho Monetário Nacional aprovou, no dia 28 de julho, a criação de uma linha de crédito de R$ 150 milhões para a indústria de café solúvel. A linha será permanente e deverá integrar as ações do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). "Queremos ainda mais recursos, pois a proposta foi destinada à exportação do café solúvel", afirma. "Agora precisamos para o café torrado e moído." Segundo ele, com estímulos do governo, muitos micro e pequenos fabricantes poderiam, em pouco tempo, se adequar à exportação do produto industrializado. "Mercado para isso existe, em diversas partes do mundo", diz.

As informações são do Coffee Break, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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