ABIC contesta e repudia informação da FGV
A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) contestau veementemente a maneira como a Fundação Getúlio Vargas referiu-se ao café em matéria divulgada no dia 04 à imprensa, intitulada "FGV aponta que preços dos vícios no novo milênio pesam mais no bolso do consumidor do que gastos com informação e bem-estar".
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Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC, o café não é um hábito nocivo à saúde. Nenhum estudo médico ou científico no mundo caracterizou a bebida desta forma. Ao contrário, existem inúmeras pesquisas e trabalhos médicos e científicos que mostram que o café, consumido diariamente e em doses moderadas (quatro xícaras por dia), contribui no estado de alerta, na maior capacidade da memória e na prevenção de várias doenças, como depressão/suicídio, alcoolismo/cirrose, diabetes do adulto (Tipo 2), câncer do cólon, fígado e mama, e doença de Parkinson.
A comunidade médico-científica considera, inclusive, a planta café como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutica), possuindo elevado teor de antioxidantes. O programa "Café e Saúde" que é desenvolvido desde 2003 em conjunto pelas entidades do setor privado (ABIC, ABICS, Cecafé, CNC e CNA) com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, divulga novos conhecimentos e informações sobre os benefícios do café para a saúde, tanto junto à comunidade médica quanto junto ao público geral, segundo Herszkowicz.
Herszkowicz também afirma que o café não é um vício e repudiou o tratamento dado pela FGV de ser o cafezinho um vício. Não existem comprovações de dependência com relação ao café na forma de vício, inclusive a cafeína foi abolida da lista de substâncias proibidas para atletas pela Agência Mundial Antidoping. Segundo Herszkowicz, tratar o café como vício, colocando-o ao lado de bebidas, fumo e jogo, sem apresentar comprovação científica para o fato, é uma irresponsabilidade.
Com relação à variação acumulada no preço da xícara do cafezinho, vale lembrar que ela ainda é a bebida mais democrática e barata, podendo ser adquirida por consumidores de todas as classes sociais, de acordo com Herszkowicz. Tanto que são consumidas 24 milhões de xícaras por dia na cidade de São Paulo, em cafeterias, bares, panificadoras, restaurantes, sendo 19 milhões de xícaras de café filtrado e 5 milhões de xícaras de café expresso, conforme recente pesquisa do IEA - Instituto de Economia Agrícola da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.
As informações são da ABIC.
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EM 09/07/2007
VARGEM ALTA - ESPÍRITO SANTO
EM 05/07/2007
Um abraço.