ABIC: consumo de café no Brasil cresce 4% em 2009

O consumo de café no Brasil em 2009 superou as expectativas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, atingindo 18,39 milhões de sacas, aumento de 4,15%. A associação previu ontem (28) que em 2010 o consumo de café no Brasil deverá aumentar 5% em volume, para 19,31 milhões de sacas de 60 kg. Esses resultados partem do estudo "Indicadores da Indústria de Café no Brasil/2009 - Desempenho da Produção e Consumo Interno", elaborado pela ABIC.

Publicado por: CaféPoint

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O consumo de café no Brasil em 2009 superou as expectativas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, atingindo 18,39 milhões de sacas, aumento de 4,15%. A associação previu ontem (28) que em 2010 o consumo de café no Brasil deverá aumentar 5% em volume, para 19,31 milhões de sacas de 60 kg. Esses resultados partem do estudo "Indicadores da Indústria de Café no Brasil/2009 - Desempenho da Produção e Consumo Interno", elaborado pela ABIC.

De acordo com Almir José da Silva Filho, presidente da ABIC, na previsão inicial feita pela entidade para o ano de 2009 foi levada em conta a crise financeira e econômica mundial deflagrada no final de 2008. "Porém, como pudemos constatar em muitos outros segmentos produtivos e nas famílias brasileiras, essa crise não afetou o consumo de café". Inclusive, dados mostram que as empresas associadas à entidade, que participam com quase 65% do café industrializado produzido, tiveram uma evolução ainda mais significativa, de 6,28% em relação a 2008.

O estudo da ABIC mostra que tanto o consumo doméstico, predominantemente de cafés do tipo Tradicional, quanto o consumo fora do lar, onde predominam os cafés Superiores e Gourmet, apresentaram taxas de crescimento positivas. "Maiores investimentos em produtos e no marketing interno do café impulsionaram as vendas das marcas mais conhecidas", informa Natal Martins, responsável pela área de Pesquisa da entidade. Por outro lado, novas marcas de cafés especiais foram lançadas no período, fazendo com que o mercado interno passasse a apresentar uma oferta significativa de cafés de alta qualidade para os consumidores brasileiros. A ABIC estima que este segmento de cafés diferenciados, embora represente a menor parte do consumo, continue apresentando taxas de crescimento de 15% ao ano.

Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado/coado consumido nos lares, os cafés 'espressos', cappuccinos e outras combinações com leite.

Expectativas de crescimento

"Com a economia brasileira sendo impulsionada em 2010, e as boas previsões que se fazem para o crescimento do PIB, do consumo das classes C, D e E, mais a previsão de que as classes A e B poderão crescer 50% até 2015, é natural que o consumo do café siga crescendo", diz Almir Filho. A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas parece que poderá ser alcançada em 2012, desde que a evolução anual se mantenha em, pelo menos, 5% ao ano.

Para atingir essa meta, a ABIC vai continuar em 2010 a estimular o aumento do consumo geral e a oferta de cafés diferenciados, ampliando a adesão das empresas aos seus diversos programas de qualidade e certificação, como o Selo de Pureza, o PQC - Programa de Qualidade do Café e o PCS - Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, entre outros.

Preços e exportação

Os preços do café para os consumidores ficaram estáveis em 2009, conforme mostram pesquisas permanentes feitas pela entidade. Em Janeiro/2008, o café custava R$10,20/kg, em média, nos supermercados, enquanto em Dezembro/2009 o preço era de R$10,49/kg. Assim, o café continua sendo um produto muito acessível aos consumidores.

Já as vendas para o exterior de café industrializado, torrado e moído com marca brasileira, totalizaram US$29,6 milhões em 2009, contra US$35,6 milhões em 2008. Em volume, as exportações reduziram 18,6%, e em valor, houve decréscimo de 16,8%. As razões desta redução, de acordo com análise da ABIC, estão ligadas ao menor volume de compras do mercado americano, principal importador do café industrializado brasileiro, na esteira da crise econômica que afetou os negócios e a economia daquele país no ano passado.

As informações são da ABIC, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
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