A substituição da mão de obra por mecanização é fato?
Mão de obra é o principal responsável pelo custo de produção na atividade cafeeira. Conforme publicado em artigo no início do mês, a mão de obra, além de escassa, está perdendo qualidade. Qual a saída para isso? Acredita-se que a saída para a escassez de mão-de-obra é: mecanização, se é que é possível devido à topografia, restando para a cafeicultura de montanha se tornar apenas familiar, ou trabalhar como parceiro ou meeiro ou mesmo mudar de atividade. Qual sua opinião sobre isso? Acesse e participe.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
De acordo com o leitor do CaféPoint Rodolfo Errerias Maciel, produtor de café em Araxá/MG, devido ao alto custo da colheita manual e da fiscalização cada vez mais punitiva do Ministério do Trabalho, em um futuro bem próximo as propriedades com menos de 50 hectares se tornarão inviáveis devido ao preço de uma colhedora e da manutenção da produtividade entre 35/40 scs/ha. Logicamente, esta não deve ser a opinião dos cafeicultores que possuem outra fonte de renda.
Além disso, acredita-se que pequenos produtores familiares, que tem investido em qualidade conseguirão se manter na atividade com rentabilidade, pois não necessitam de contratações de mão-de-obra. Para que ainda assim consigam eliminar as dificuldades enfrentadas por serem pequenos, cada vez é mais importante que se unam, seja por meio se associações ou até mesmo cooperativas. É dessa forma que alguns produtores familiares têm conseguido mecanizar suas lavouras, utilizando os maquinários, muitas vezes, de forma conjunta.
O leitor Joseph Crescenzi, sócio gerente da Minusa Coffee Company Ltda comentou outro fato que vem intensificando as dificuldades dos produtores de café, em relação à obtenção de mão de obra qualificada. Ele comenta que na região Nordeste de Minas Gerais, o trabalho com Registro em CTPS é atualmente conhecido pelo nome de "Sujar Carteira". "Os incentivos para ficar recebendo as "Bolsas" desestimula o trabalho no campo. Na grande maioria das áreas de café está sendo plantado eucalipto, devido à reduzida demanda para mão de obra", finaliza.
O leitor do CaféPoint Robson França Rodrigues, cafeicultor de Muqui/ES, acredita que deveria haver mais incentivo por parte do Governo, no sentido de incrementar mais a educação básica dos trabalhadores.
Diogo Dias Teixeira de Macedo, da Fazenda Recreio em São Sebastião da Grama/MG, complementa a idéia dizendo que são as leis trabalhistas e um mundo de encargos que oneram em 85% (dados reais) o valor da mão-de-obra. "Nada mais justo que fornecer condições dignas aos trabalhadores, mas os produtos agrícolas não acompanharam estes aumentos, o que muitas vezes fazem os produtores caminharem na ilegalidade na hora de contratar seus funcionários", comenta.
Diogo Teixeira acrescenta que o que está ocorrendo na cafeicultura de todo o Brasil não é diferente do que ocorre nas outras culturas que empregam, ou empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. "O que temos observado aqui na região é uma migração em massa para os centros urbanos, onde estes buscam melhores condições de vida para toda a família. Estão ficando nas fazendas, apenas os trabalhadores menos capazes, e nem mesmo com cursos e treinamentos para qualificação destes, na primeira oportunidade de se mudar para a cidade, estes vão", completa ele.
A mecanização da lavoura é um dos fatores determinantes para a competitividade do café brasileiro no mundo. Já há disponível no mercado maquinários de grande e pequeno porte, que atendam a necessidade dos grandes, médios e pequenos cafeicultores.
Segundo Carlos Brando, diretor da P&A Marketing, a colheita será o centro das atenções para mecanizar os tratos culturais. A colheita manual por derriça será gradativamente substituída pela derriça mecânica, usando colheitadeiras portáteis ("mãozinhas") que são compatíveis com áreas montanhosas. Esta mudança pode multiplicar a eficiência do colhedor de café em 4 a 5 vezes; não é portanto surpresa que os apanhadores de café estejam comprando suas próprias colheitadeiras portáteis por menos de R$ 1.000,00 a unidade! Colheitadeiras autopropelidas são preferidas para áreas planas ou com inclinação moderada; neste caso, cada máquina substitui até 100 colhedores de café.
"A saída para a escassez de mão-de-obra é: mecanização, se é que é possível devido à topografia, restando para a cafeicultura de montanha se tornar apenas familiar, ou trabalhar como parceiro ou meeiro ou mesmo mudar de atividade. Acho que essa migração não tem volta... não há o que fazer para reter o pessoal no campo, nem mesmo grandes salários", afirma Diogo Teixeira.
A tendência é que realmente a mão-de-obra seja substituída pela mecanização, visto que não está sendo viável, tanto para empregador como para o empregado, manter o homem no campo?
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CARLÓPOLIS - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 20/01/2011
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO
EM 11/01/2011
O SENAR já vem realizando este trabalho de qualificação a muitos anos, como exemplo cito o programa cana limpa e também os cursos de aplicação de agrotóxicos que são ministrados por ótimos profissionais, que ate mesmo levantam a auto estima dos trabalhadores e mostram aos mesmos o valor do seu trabalho.
Os salários recebidos pelos colhedores de café são altíssimos, lógico que na medida do esforço de cada um, visto que os mesmos recebem por produção com garantia de receberem aos menos o mínimo para cada região.
Gostaria que fizesse um levantamento do preço café, dos insumos mais utilizados e do salário mínimo, e veja qual foi o que mais subiu nos ultimos 10 anos (%) você vera que os insumos tiveram sim uma alta e recuaram novamente, principalmente os defensivos, mas o salário subiu assustadoramente, sem contar os encargos e leis trabalhista que estão cada vez mais rigorosas, enquanto o preço do café ficou parado ate 2010. Aproveite que você esta estudando em uma ótima escola, da qual já contratei dois ótimos técnicos e faca isso e envie para o cafepoint, será muito interessante, e quem sabe você mude seu ponto de vista também.

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 09/01/2011

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 05/01/2011
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 02/01/2011
Pois bem, creio que até a presente data, fica dificil arriscar uma solução mas, com toda certeza, podemos afirmar, que estes problemas não são somente da cafeicultura, eles estão presentes em todo o campo e, ai, podemos ao menos questionar, por que isto esta acontecendo?
Se o agronegócio neste pais é responsavel por pelo menos 1/3 do PIB, se detemos tecnologia, se temos instituições capacitadas, se temos clima, solo e tantas outras vantagens, por que estamos nesta situação?
Tenho certeza que todos nós gostariamos de apontarmos um culpado, mas o momento não é para isto e sim, de pelo menos sermos capazes de encontrarmos as causas.

MINAS GERAIS
EM 01/01/2011
Como está citado no artigo acima, restará aos maiores proprietários e aos agricultores familiares a fatia deste bolo. A turma "do meio", se tiver como se associar e mecanizar suas lavouras, talvez consigam sobreviver a uma próxima crise.
Outro ponto a ser pensado é quanto à disponibilidade de crédito aos agricultores familiares que possibilitaram que este setor entrasse mais fortemente no mercado, inclusive disputando, em certos momentos, a já escassa mão-de-obra. Com este avanço, certamente estes agricultores necessitarão contratar mais, pois a familia em si tem um alcance limitado.
Resta saber se o Ministério do Trabalho atuará com os mesmos critérios para com eles tambem. Tem se muitas noticas de fiscalização do Ministério do Trabalho em grandes e médios produtores... mas já nos menores...
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 30/12/2010
Se quisermos inundar de máquinas na cafeicultura, independentemente da capacidade de adquirí-las, não haveria mão-de-obra qualificada para manuser estes equipamentos.
É um ponto muito importante a ser estudado, por os custos de produção bem como os preços das comodites no país deve passar por mudanças significativas.