Durante a abertura da Expocafé, nesta quarta-feira (8/6), representantes da cafeicultura nacional debateram a força do agronegócio café para a região. “Se essa crise não chegou, ou chegou menor, aqui no Sul de Minas, isso se deve ao café”, pontuou o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), Francisco Miranda “A locomotiva do Sul de Minas é o café. O resto é vagão”, arrematou, recordando a história do município com destaque na produção do grão.
Já o prefeito de Três Pontas, Paulo Luis Rabello, enfatizou a necessidade que a feira, que completa 19 anos de existência, permaneça no município, citando, inclusive, a privatização do evento. Também presente na mesa de abertura, o assessor de Empreendedorismo e Inovação da Ufla, professor doutor Luiz Gonzaga de Castro Junior, esclareceu que a marca Expocafé pertence a Universidade, mas que há interesse da mesma em ceder a realização do evento a uma empresa privada, preferencialmente à Cocatrel.
“A Universidade criou a Feira há muitos anos, mas sabemos as dificuldades de uma instituição pública para organizar eventos”, ponderou. Segundo Gonzaga, para que o processo se concretizasse há, ainda, a necessidade de que as análises passem pelos setores jurídicos da Ufla e da Epamig. “Nunca passou a possibilidade de tirar a Feira daqui de Três Pontas e tenho certeza de que tanto a Ufla quanto a Epamig, vão continuar trabalhando para criar processos mais facilitados e manter um evento desta envergadura. Nós esperamos que continue crescendo”, afirmou o presidente Epamig, Rui Verneque, que declarou a expectativa de negócios do evento neste ano em até R$ 200 milhões.
Finalizando a abertura, o secretário de Agricultura de Minas Gerais, João Cruz, lembrou o peso do café na balança comercial do Estado. “Mesmo em um momento em que a economia passa por dificuldades a gente nunca teve dúvida, e continuamos não tendo, de que o setor que pode superar essas dificuldades é o agronegócio”, declarou João Cruz.