3D da cafeicultura na visão de Carlos Brando

Carlos Henrique Jorge Brando, sócio da P & A Marketing Internacional, empresa de consultoria e marketing na área de agronegócio, apontou a competitividade, sustentabilidade e marketing como os três principais desafios para a cadeia produtiva do café em 2010. Acesse e confira!

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Carlos Henrique Jorge Brando, sócio da P & A Marketing Internacional, empresa de consultoria e marketing na área de agronegócio, apontou a competitividade, sustentabilidade e marketing como os três principais desafios para a cadeia produtiva do café em 2010.

Competitividade para defender e quiçá ampliar a atual participação do café brasileiro no mercado mundial. A obtenção de tal competitividade exigirá uma revolução tecnológica, principalmente na cafeicultura de montanha, com mecanização da colheita, irrigação, etc. Como já existe tecnologia disponível, o grande desafio é a difusão e implementação das técnicas existentes, amparadas por suporte financeiro e pacotes de crédito específicos para a modernização, com parâmetros associados a metas de produtividade e eficiência.

Sustentabilidade em suas três dimensões, mas principalmente econômica para garantir a renda de toda a cadeia produtiva. Competitividade sem renda compromete o principal pilar da sustentabilidade, o econômico. Como a sustentabilidade social e ambiental é uma consequência direta da aplicação da legislação brasileira correspondente - uma das mais rigorosas do mundo - o foco principal das ações deve ser a rentabilidade do agronegócio através de instrumentos financeiros que suportem o mercado, corrijam suas imperfeições, sejam dirigidos aos agentes eficientes e privilegiem a produtividade e a qualidade. Os recursos do Funcafé devem ser utilizados para catalisar a revolução tecnológica do item anterior que, por si só, garantirá a sustentabilidade econômica do agronegócio. Tais recursos devem também possibilitar a diversificação, a saída e a mudança de atividade dos cafeicultores ineficientes e desmotivados.

Marketing é necessário para que o Brasil seja líder de mercado não apenas em volume mas também em preço e lucratividade. Se a competitividade deve ser obtida por meio da eficiência da cadeia produtiva, o valor agregado deve resultar de atividades de marketing que posicionem o produto como aspiracional, com a qualidade que o consumidor busca e o apelo psicológico (por exemplo, sustentabilidade) e emocional que motiva a decisão de compra. O meio mais eficiente para influenciar o mercado e sustentar preços é sem dúvida o marketing, embora seus resultados venham a médio prazo em resposta a ações constantes e permanentes.

É evidente que os desafios para 2010 listados acima não serão resolvidos neste próprio ano em virtude de sua magnitude e alcance. Entretanto é urgente iniciar a renovação do modelo de produção, financiamento e promoção dos Cafés do Brasil que, apesar de nos ter colocado na liderança mundial, mostra sinais de exaustão.

Participe e confira a opinião de outros especialistas do setor através do link: 3D da cafeicultura: quais os 3 desafios para 2010?
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amador jose alves
AMADOR JOSE ALVES

TRÊS PONTAS - MINAS GERAIS

EM 12/02/2010

claro,nitido, objetivo. sem duvida neste texto foi demonstrado o necessario para a cafeicultura voltar a ser uma atividade laboriosa, comol qualquer outra mas que pelo menos vislumbraria renda para seus participantes, o que hoje nitidamente não acontece para o principal elo, aquele inicia toda uma cadeia de negocios: o produtor. Atraves do Sincal temos demonstrado e reivindicado as necessidades do setor que numa maneira resumida, com muita propriedade foram elencadas pelo Sr. Carlos Brando.Para complentar, ja sugeri em outras oportunidades a NÃO utilizaçao dos recursos do FUNCAFE para lavouras formadas a partir de 2008, por exemplo, pois se houver crescimento, que seja no aumento de produtividade nas areas ja existentes atraves de tecnologia.

Amador Jose Alves
Presidente Sind. Rural de Tres Pontas-MG
Diretor Executivo SINCAL