2011: setor prevê redução da safra de café

O mercado cafeeiro do país já admite a falta do produto -e o consequente aumento do seu preço- na safra 2011/ 2012, que começa em maio. Os motivos são as previsões de quebra acentuada da produção e a bienalidade natural do café (que intercala ciclos produtivos altos -como em 2010- e baixos).

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O mercado cafeeiro do país já admite a falta do produto -e o consequente aumento do seu preço- na safra 2011/ 2012, que começa em maio. Os motivos são as previsões de quebra acentuada da produção e a bienalidade natural do café (que intercala ciclos produtivos altos -como em 2010- e baixos).

Só na região de Ribeirão Preto (SP), a quebra da safra deve chegar a 59,5%, segundo previsão do IEA (Instituto de Economia Agrícola), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. A região responde por um terço da produção paulista.

Já a previsão da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), considerada a maior do país, é de 35% de quebra.

"Vai faltar café para comercialização. A variação do preço ficará muito mais atrelada aos resultados da produção internacional do que à lei de oferta e procura no Brasil", disse o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa.

Na propriedade do cafeicultor Guilherme Salomão Vicentini, 30, a previsão da quebra é de 40%.

A Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas da Alta Mogiana), em Franca, também registrou recorde histórico em 2010 ao obter 1,15 milhão de sacas de café. Agora, a previsão é de volta aos patamares de safras anteriores, de 900 mil sacas.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima uma queda mais modesta em todo o país -12,9%, de 48,09 milhões de sacas para 41,89 milhões-, que o mercado considerou tímida.



Já o pesquisador do IEA Celso Vegro afirmou que "o regime de oferta e procura deve regular um novo piso para o consumo, que tratará de ajustar-se às limitações da oferta. "Será um período propício para manutenção dos preços elevados", disse.

Nos últimos 12 meses, o preço da saca de café arábica saltou de R$ 276,59 para R$ 418,03 -alta de 51,14%-, segundo indicador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP.

A reportagem é de Venceslau Borlina Filho, para o jornal Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/01/2011

A Conab, empresa brasileira, deve estar prestando serviços aos compradores internacionais. Querem manter a escravatura da cafeicultura às custas de previsão de safra pouco confiável ou no mínimo suspeita. Só uma catrástofe mundial segura os preços do café, ou melho, se tiver café. Sorte a todos!