2010: recorde histórico em exportação de café

As exportações brasileiras de café bateram recorde histórico em 2010. O país alcançou receita de US$ 5,66 bilhões, crescimento de 33% em relação a 2009 e comercializou o maior volume dos últimos cinco anos, totalizando 33.002.244 de sacas, alta de 9% comparativa ao ano anterior. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

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As exportações brasileiras de café bateram recorde histórico em 2010. O país alcançou receita de US$ 5,66 bilhões, crescimento de 33% em relação a 2009 e comercializou o maior volume dos últimos cinco anos, totalizando 33.002.244 de sacas, alta de 9% comparativa ao ano anterior. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o diretor geral do Cecafé, Guilherme Braga, o resultado superou as expectativas iniciais, que estavam na base dos 31 milhões de sacas. "Entre os fatores que contribuíram para este crescimento estão a redução da produção em países como a Colômbia, em função de fatores climáticos, o aumento do consumo e a elevação da demanda mundial", afirma Braga.

Para 2011, as perspectivas para o mercado são animadoras no que diz respeito ao provável comportamento dos preços. Em relação ao volume, o Brasil deve apresentar redução moderada, devido à queda de produção estimada (bienalidade), devendo os embarques para o exterior, se situar entre 29 e 30 milhões de sacas (recuo de 8% a 10%). Com relação à receita, os prognósticos seguem a mesma tendência, sendo possível apostar em algo entre US$ 6,0 a US$ 6,4 bilhões, em virtude da situação de firmeza de preços esperada para o ano.

Figura 1
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Conforme o levantamento, no gráfico participação por qualidade, o arábica responde por 86% das vendas do país, enquanto o solúvel por 10%, e o robusta por 4% das exportações.

Figura 2


Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro (crescimento de 6% comparativo a 2009), enquanto América do Norte responde a 22% (incremento de 13%), Ásia a 17% (alta de 12%) e a América do Sul a 4% (aumento de 6%).

Na avaliação por países, os Estados Unidos lidera, com a aquisição de 6.601.619 sacas (variação positiva de 11,93%) seguido pela Alemanha, com 6.420.744 (alta de 5,68%) e a Itália, com 2.783.742 (crescimento de 10,98%). No quarto lugar está o Japão, com 2.320.144 sacas (alta de 7,5%).

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos, com 24. 979.949 sacas (75,7% do total), seguido de Vitória, com 4.205.089 sacas (12,7%), e o Rio de Janeiro, com 2.961.073 sacas (9%).

Dezembro 2010

O resultado das exportações brasileiras de café, em dezembro de 2010, totalizou 3.405.966 sacas (variação positiva de 33,6% em relação ao mesmo período do ano anterior) e a receita de US$ 697,38 milhões (alta de 77,6%).

As informações são do Cecafé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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ANTONIO AUGUSTO REIS
ANTONIO AUGUSTO REIS

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 11/01/2011

2010: recorde histórico em exportação de café

Mercado promissor. Momento adequado para o equacionamento do PASSIVO das dívidas da cafeicultura nacional.

O café já ajudou o Brasil a ser o que é hoje e continua a ajudar com exuberância na pujança do país de hoje, contribuindo significativamente no superávit da balança de pagamentos, graças também, ao bom trabalho das Empresas Exportadores de Café, que atuam no país.

O setor está fazendo a sua parte. Que o governo faça a sua!

Se o governo quer resolver o problema das dívidas da cafeicultura nacional (todas as dívidas, inclusive as ajuizadas), o momento é agora. Preços e consumo em alta no mercado interno e internacional devido aos baixos estoques, e no Brasil devido a melhoria do poder aquisitivo da população.

Precisamos da conversão de todas as nossas dívidas pelos preços atuais do café e prazos dilatados. Assim conseguiremos pagar e pagaremos.

Caso contrário, é só atualizar-se com o noticiário formal e informal a respeito cada vez de um nº maior de companheiros e até cooperativas agonizando, em vários rincões desse país. NÃO CONSIDERO JUSTO PARA QUEM EMPREENDE COM COMPETÊNCIA, EMPREGA E AJUDA O SEU PAÍS, SER DEIXADO DESASISTIDO.

Como já foi explicitada muitas vezes, a situação financeira e econômica em muitos casos, da grande maioria dos produtores está extremamente comprometida. Não é porque o café valorizou bastante nos últimos meses que de uma hora para outra, num passe de mágica, a situação desses produtores foi resolvida.

Poucos foram os que puderam esperar por preços melhores além da descrença por esse momento, por total falta de políticas para o setor. Trocas por produtos, CPR's, vendas na medida que ia colhendo, deixou muito pouco café na mão de quem mais precisava - O PRODUTOR.

Se o produtor brasileiro de café arábico não fosse um guerreiro, persistente guase ao extremo, por tantas adversidades enfrentadas até hoje, já teria desistido.

Esfolado, desgastado e cansado de tanto lutar, depois de tanto esforço, espera do atual governo uma oportunidade para regularizar sua vida financeira com dignidade.

No encontro com algumas lideranças do nosso setor com a então candidata a Presidência da República Dilma Roussef, aqui em Varginha, nossos líderes saíram confiantes pela sua sensibilidade com os nossos problemas. VAMOS ACREDITAR E AGUARDAR POR MEDIDAS SANEADORAS E NÃO PALIATIVAS !