O brasileiro bebe mais água, café, refrigerante e leite

O que os brasileiros andam bebendo mais? O que estão deixando de tomar? Para responder a essas perguntas e também avaliar a quantas anda o consumo de café no país, a <i>TNS InterScience</i> conduziu uma pesquisa nacional no final do ano passado, com mais de 2 mil pessoas - foi a 5ª edição do estudo ´Tendências do Consumo de Café´.

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O que os brasileiros andam bebendo mais? O que estão deixando de tomar? Para responder a essas perguntas e também avaliar a quantas anda o consumo de café no país, a TNS InterScience conduziu uma pesquisa nacional no final do ano passado, com mais de 2 mil pessoas - foi a 5ª edição do estudo 'Tendências do Consumo de Café'.

Dois fenômenos se destacam quando se compara o consumo de determinadas bebidas em 2003 e agora em 2007 - conveniência e aumento do poder aquisitivo da população. Para você ter uma idéia, em 2003, 83% dos entrevistados tomavam sucos naturais, índice que caiu para 72% no ano passado. Enquanto isso, a penetração dos sucos prontos subiu de 36% para 43% no mesmo período. Quer outro exemplo? O leite estava presente na rotina de 86% dos brasileiros em 2003, mas hoje faz parte da dieta de somente 81%. Já o achocolatado, que não deixa de ser leite, mas já vem misturado ao chocolate, subiu de 40% para 51% de penetração em 4 anos.

Em ambos os casos, tanto a praticidade quanto a elevação da renda das classes B e C foram fatores essenciais para a mudança de hábito. Outro movimento importante é o crescimento de segmentos praticamente inexistentes em 2003, como o de água de coco, que era consumida por 0,5% da população em 2003 e hoje já frequenta a lista de compras de 37% dos brasileiros. Da mesma forma, os sucos a base de soja passaram de 6% para 16% de penetração.

Apesar dessas tendências, a pesquisa mostra que as principais bebidas presentes no dia a dia dos consumidores tupiniquins ainda são, pela ordem, água, café, refrigerante e leite. O café continua em alta no país, apesar de 5% dos entrevistados terem abandonado a bebida no ano passado. Os detalhes do consumo de café, porém, ficam para uma outra coluna.
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Luiz Alberto Marinho

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Ademir Graeff
ADEMIR GRAEFF

TEUTÔNIA - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 07/07/2008

A população brasileira teve uma pequena melhora no seu poder aquisitivo, isso refletiu diretamente no consumo de alimentos, ganha mais, se alimenta melhor e se preocupa com a sua saúde.

Como a vida está cada vez mais corrida, mais compromissos e menos tempo, a população busca cada vez mais alimentos com praticidade, qualidade, para consumo direto, alimentos prontos. Também estão nesta nova visão dos brasileiros as embalagens, buscando cada vez mais alimentos prontos, em embalagens fáceis de abrir, fechar e guardar.

Tudo isso é positivo para o Brasil, apenas o que preocupa é o aumento da cesta básica nos últimos tempos o que o voltará a frear o poder aquisitivo do brasileiro.
Rosana de Oliveira Pithan e Silva
ROSANA DE OLIVEIRA PITHAN E SILVA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/04/2008

A necessidade de um trabalho de marketing, pela cadeia do leite, cada vez mais torna-se uma necessidade.
Esta é uma tema que vem sendo colocado há muito tempo, mas que não tem sido suficientemente valorizado pelo segmento, que não investe maciçamente no tema. Saber que há pessoas tomando refrigerante no café da manhã é além de tudo uma questão de saúde, pois é sabido os males desta bebida.

Enquanto não houver uma consciência da necessidade de investimento no assunto o leite poderá continuar perdendo espaço para outras bebidas, inclusive mais caras, pelo apelo dos concorrentes.
Hoje várias pessoas estão querendo tomar leite de soja, por pensarem que é mais saudável e outras estão preferido sucos.
É hora de reagir, para depois não chorar sobre o leite derramado.
Luciano Polisseni
LUCIANO POLISSENI

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 18/04/2008

Minha dissertação de mestrado, defendida em 2006, sob o título "Comportamento do Consumidor de Leite Longa Vida" já apontava isso e bem mais: além de identificar água, café e sucos prontos como principais substitutos do leite, identifica um consumo de refrigerante no café da manhã em 10,2% das famílias com renda até R$500,00 e um consumo de "bebidas destiladas + cerveja" em 25% das famílias no período do "lanche da tarde".

Pesquisa dividida em sexo, renda, estado civil, escolaridade, região de domicílio, idade, com análises estatísticas, realizada na cidade de Juiz de Fora, onde o consumo é de 76lt/hab/ano, bem menor que os 170lt/hab/ano recomendados pela FAO.

Alguns dados encontrados: (maiores informações digitem "luciano polisseni" no google, entre aspas e baixem a dissertação de mestrado se desejarem, gratuitamente. Leva 2 minutos).

Cerca de 70% dos consumidores de renda familiar até R$ 500,00 e 56% acima de R$ 4.500,00 afirmaram positivamente que consumiriam mais leite longa vida se soubessem de todos os benefícios que o leite traz à saúde. Esta informação torna-se importante uma vez que, ora observado que são estas faixas de renda que menos consomem leite longa vida, ao mesmo tempo são as faixas que mostram-se mais susceptíveis a um incremento de consumo somente a partir de mais informações sobre o produto.

Os grandes nichos a serem trabalhados, por possuírem baixo consumo de leite longa vida, são os jovens entre 15 e 22 anos e os idosos, somando 21% da população. Os solteiros e as mulheres consomem menos leite, assim como as pessoas que têm renda familiar até R$ 500,00 e acima de R$ 4.500,00.
Homilton Narcizo da silva
HOMILTON NARCIZO DA SILVA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/04/2008

Acredito que se o governo do presidente Lula, tomasse a iniciativa de em vez de doar dinheiro á população de baixa renda, distribuisse nas escolas, leite à vontade para os alunos de baixa renda especialmente, e principalmente nas cidades interioranas mais distantes, e se este leite fosse distribuido e vendido por pequenos produtores organizados, como no ditado popular, mataria dois coelhos com uma só paulada, pois o pequeno produtor agregaria valor à sua produção e mataria a fome da maioria das crianças filhas de pais de baixa renda, mas como isso não dá voto, deixa para lá.

Abraços Homilton.
Vilson Marcos Testa
VILSON MARCOS TESTA

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PESQUISA/ENSINO

EM 14/04/2008

Artigo interessante e oportuno, que permite abrir novos questionamentos. Um que gostaria de dividir com os leitores é o patamar de consumo potencial de leite e derivados do Brasil, mesmo com aumento de renda.

Em minha visão será grande surpresa se um dia o Brasil chegar aos níveis de consumo apregoados pela OMS ou os que a Europa e demais países desenvolvidos já alcançaram. Acho que nosso potencial de consumo per capita vai se estabilizar bem abaixo de tais níveis, frequentemente tomados como referência. Razões culturais e de clima certamente estão no centro dessa idéia.

No sul do Brasil, onde o frio é mais intenso, o consumo de alimentos mais energéticos é maior, como se observa nos dados da PNAD (ceteris paribus o nível de renda), do que o de outras regiões do Brasil.

Além disso tanto jovens quanto os mais velhos tem razões com apelo crescente para alimentos substitutos do leite. Sucos, refrigerantes, e substitutos tipo derivados de soja, entre outros vem ganhando aceitação entre os consumidores, por razões de saúde ou, ao contrário, por pura influência publicitária, caso dos refrigerantes.

Acho que, para consumo humano, o potencial brasileiro de consumo de leite e derivados será menor. Saber quanto, e estimular o consumo certamente são temas importantes.
renato calixto saliba
RENATO CALIXTO SALIBA

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/04/2008

Essas informações mostram que quando o brasileiro tem melhora em seu poder de compra prefere consumir leite e derivados. Os consumidores estão cada vez mais em busca de praticidade. Devemos procurar desenvolver produtos prontos e de consumo imediato.