É Broca
O pesticida endosulfan será banido do país a partir de 31 de julho de 2013. A proibição tem causado muita preocupação aos cafeicultores e ao mercado de cafés especiais já que, até o momento, existem poucas opções químicas com efeito similar. Presente artigo, enviado com exclusividade ao CaféPoint pelo engenheiro agrônomo Eduardo Trevisan Gonçalves, alerta sobre este desafio atual. Confira
Publicado em: - 2 minutos de leitura
As restrições ao uso do endossulfan se dão pelo fato do produto fazer parte dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), disseminados após a segunda guerra mundial e reconhecidamente bioacumuladores e persistentes, isto é, da mesma maneira que o DDT e Aldrim, se acumulam nos animais por meio das cadeias reprodutivas.
Por ser um produto de tecnologia ultrapassada, sua produção e uso são altamente perigosos. Em novembro de 2008, a empresa Servatis - uma das fabricantes do endosulfan no Brasil , deixou vazar 18 mil litros do agrotóxico no rio Paraíba do Sul, no município de Resende, no Rio de Janeiro. O acidente provocou a suspensão da pesca, o esvaziamento de reservatórios e a possível contaminação da água em diversas cidades , sem contar que o produto derramado está em circulação até hoje, pois não se degrada com facilidade no ambiente.
Os principais sistemas de certificação e de verificação de café, Rainforest Alliance CertifiedTM, UTZ Certified, 4C, e Fair Trade, têm políticas de restrição ao uso do produto a fim de garantir a saúde das pessoas e do meio ambiente. A RAS (entidade que acredita organismos de certificação para uso do selo Rainforest Alliance CertifiedTM ), tinha como política proibir o endossufan até 2011. A pedido dos produtores brasileiros prorrogou seu uso até julho de 2012. UTZ e 4C prorrogaram a utilização do endossulfan até julho de 2013, acompanhado a legislação brasileira, que permite a utilização de estoques antigos.
A proibição tem causado muita preocupação aos cafeicultores e ao mercado de cafés especiais já que, até o momento, existem poucas opções químicas com efeito similar, e as práticas não químicas, entre elas a coleta dos cafés do chão após a colheita são consideradas de alto custo, sendo que a utilização de agentes biológicos ainda foi pouco estudada. Estas mudanças poderão acarretar prejuízos econômicos aos produtores e diminuição da qualidade dos grãos já que muitos deles poderão ir ao mercado brocados.
Seja agora ou até julho, os produtores de café terão que descontinuar o uso do endossulfan. Nos casos dos empreendimentos certificados, esta medida é mais urgente, já que poderão perder sua certificação no caso de descumprimento de regras. No caso dos não certificados, o acesso ao produto acabará muito brevemente.
Material escrito por:
Eduardo Trevisan Gonçalves
Engenheiro agrônomo, Gerente de Projetos do Imaflora.
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JI-PARANÁ - RONDÔNIA - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 25/03/2014
Se trata de uma mistura de 750 ml de metanol + 250 ml de etanol + 10 ml de benzaldeído que atrai o inseto adulto da broca. Na verdade essa mistura é colocada em um pequeno frasco (20 ml), com abertura, dentro de uma garrafa PET de 2L (pintada de vermelho) cortada e amarrada no cafeeiro. O interessante é que a broca não morre pelo efeito tóxico destes produtos, que tem reduzida toxicidade aos humanos, ela é atraída para dentro da garrafa, que é montada de cabeça para baixo e acaba morrendo afogada, pois dentro da garrafa há água misturada com detergente neutro, para quebrar a tensão superficial da água.
Na verdade muitos detalhes da armadilha foram omitidos, porque neste sucinto texto é difícil descrever o seu perfeito funcionamento, no entanto, as omissões podem ser sanadas pelo próprio Picanço e sua equipe, no laboratório de entomologia da UFV.
Os céticos podem dizer que o método é ineficaz, na verdade é sabido que não se trata de um inseticida e sim uma armadilha, no entanto, o método é eficiente sim.
Eu mesmo nas lavouras em que instalei as armadilhas posso afiançar que é uma boa tecnologia, além de seu custo ínfimo e toxicidade reduzida faz com que o produtor entre na lavoura todos os dias, coisa que poucos fazem e que é de extrema importância.
Esse método é um alento ao produtor até esteja consolidada outra tecnologia química com eficiência comprovada, a exemplo do que foi o Endosulfan para a Cafeicultura, apta ao uso pelos NOSSOS PRODUTORES.

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 22/01/2013

MONTE BELO - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 19/12/2012
Endossulfan no Brasil. Nos preocupa muito em saber os prejuízos que a Broca traz.
Atualmente no mercado foi lançado um produto, AZAMAX, da empresa UPL, trata-se de um Inseticida/Acaricida, com registro para Bicho mineiro e Broca do Café, faixa Azul, com eficiência de controle de igual para melhor que Endosulfan e o mais importante, não deixa resíduos! Entre nesse link para obter mais informações sobre o produto:
http://www.uplbrasil.com.br/produtos/inseticidas/azamax. A Cooxupé já está trabalhando esse Inseticida com seus cooperados. Seu principio ativo é a Azadiractina. No Congresso de Pesquisas Cafeeiras desse ano foi apresentado um trabalho.
Qualquer dúvida, fico a disposição.
PIRACICABA - SÃO PAULO
EM 18/12/2012

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL
EM 16/12/2012

FRANCA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 13/12/2012
1ª) Até agora usou-se o Endossulfan por que era barato e eficaz. Com apenas uma ou no máximo duas aplicações ao ano, apesar de ultrpassado, os seus riscos eram pequenos, pela baixa utilização. Estávamos (cafeicultores, técnicos e empresas fabricantes de defensivos), em uma "zona de conforto´, da qual tivemo que sair.
2º) Quanto ao uso da bovéria, concordo como Sr. José Adauto: trabalhosa, dependente de clima, altamente técnica). Sei que na Colombia é muito utilisada, mas aqui no Brasil, não tenho notícia de nenhuma popriedade que a utilize.
3º) Repasse amual: está deixando de existir, pelos motivos citados pelo José Adauto: está faltando mão de obra nas regiões cafeeiras e os poucos existentes, por terem outras opções, ou por falta de prática para este serviço, ou ainda, por ser um serviço muito rude (poeira, posição de trabalho,etc), se recusam a fazê-lo. Então, fica café no chão.
A varrição mecânica está melhorando esta situação, pois deixa menos grãos no chão, mas também tem limitações de topografia e de preço das varredeiras.
As coisas têm que evoluir; então aguardamos os novos lançamentos de produtos menos nocivos, de fácil aplicação, porém ... seguramente mais caros.
Albino Rocchetti - Franca - SP.
MARUMBI - PARANÁ - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 13/12/2012
A exigência externa é "zero" de broca..
Então o questionamento do Eduardo está correto:- "Como é possível ficar dependendo de um só produto?"
As práticas alternativas , como a bovéria, depende muito das condições de clima para o seu bom desenvolvimento/controle; o repasse ou catação funciona muito bem mas está limitado a disponibilidade da mão de obra e também o custo.
Quem está , e quem vai ganhar com esta situação?

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL
EM 12/12/2012
PIRACICABA - SÃO PAULO
EM 12/12/2012
Vale destacar que as certificações em geral, são voluntárias.
Uma pergunta que me surge com seu comentário é: Com tanta tecnologia disponível, como é possível que a cafeicultura brasileira (a mais forte do mundo) dependa tanto de um único produto? Porque é necessário aplicar um produto tão ultrapassado até os dias de hoje? As práticas alternativas (boveria, repasse da colheita) são realmente caras e ineficientes?

FRANCA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 11/12/2012
Quero ver quem vai pagr o prejuízo (dos cafeicultores e do Brasil), quando gerações de broca se sucederem uma sobre outra e a infestação explodir.
Então as certificadoras citadas vão bater palmas,pois o Brasil estará perdendo mercado pela má qualidade causada pelos grãos brocados.
O produto que o suceder ( a pesquisa das multinacionais vai conseguir), custará, no mínimo, três vezes mais.... e continuamos baixando a cabeça!
Albino Rocchetti - Franca SP.

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 11/12/2012
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 11/12/2012

PARAGUAÇU - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 11/12/2012