Primeiramente, parabéns aos que fizeram parte dessa iniciativa, todos os responsáveis das duas equipes. Em seguida, é importante ressaltar o papel que os envolvidos na cadeia do café conilon desempenharam, pois conquistaram seu espaço com trabalho e persistência.
Por ora massacrado, tido como inferior. Aos que não o conhecem, o café conilon tem historia, curta, mas uma história com pessoas que transformou o Estado do Espírito Santo, com dignidade e trabalho, e exportaram seu modo de produzir para outros estados, como Rondônia e Bahia.
Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
A mudança de cultura acontece pouco a pouco. A introdução de novos conceitos se dá pela insistência de conseguir espaços onde anteriormente não o tinha.
Na mídia, inicia-se uma fase onde há espaço para aqueles que desejam saber informação correta sobre esse produto. Nos blends, o café conilon já representa mais de 50% do café consumido pelo brasileiros e nos blends de cafés especiais já representa 5% desse mercado.
Inúmeras oportunidades aparecem para essa espécie de café nas diferentes forma de preparo. Antes, apenas italianos e outros europeus que apreciavam esse café, hoje, disponível nos mais diferentes continentes mundo afora.
Contudo, nem tudo são flores ou grãos cereja da melhor qualidade. Os desafios para essa cultura são enormes. Há problemas com mão de obra qualificada, envelhecimento dos cafeicultores envolvidos no processo, mecanização, uso da água e qualidade de produto.
A partir de hoje, teremos esse canal de comunicação para debatermos profundamente sobre essa espécie de café pouco conhecida por nós, brasileiros, e por muitos apreciadores de café mundo afora. Espero que gostem dos artigos e passem a apreciar um café conilon de qualidade.